Nessa entrevista para o  Rodrigo Silveira Cogo , da Sinapse, Maria Claudia Bacci fala sobre os desafios de liderar em um cenário inédito de transformação acelerada pela inteligência artificial, mudanças no trabalho e novas expectativas em

Nessa entrevista para o Rodrigo Silveira Cogo, da Sinapse, Maria Claudia Bacci fala sobre os desafios de liderar em um cenário inédito de transformação acelerada pela inteligência artificial, mudanças no trabalho e novas expectativas em relação ao papel de cada um e de todos nós no agora e no futuro.

1. Qual foi a ocorrência mais determinante que levou sua carreira, a partir da comunicação, a dar atenção ao tema da estratégia e da liderança?

Eu não cheguei à liderança pela comunicação. Fiz o caminho inverso: cheguei à comunicação pela liderança.

Na primeira parte da minha carreira ocupei posições de negócios em empresas como Banco Nacional, Visanet (atual Cielo), BankBoston e depois dirigi uma joint venture entre Sadia, Accor e Martins. Meu trabalho era definir estratégias, vender, abrir mercado, defender margem e posicionar o negócio. A comunicação era uma área que eu acionava quando precisava.

Mergulhar na estratégia e liderar um time para chegar ao resultado esperado sempre fez parte da minha trajetória. Com 23 anos, eu já gerenciava 20 pessoas. Não foi fácil, aprendi com a repetição de erros e acertos. Aprendi a liderar e pensar com cabeça de negócios.

“Eu não cheguei à liderança pela comunicação. Fiz o caminho inverso: cheguei à comunicação pela liderança”.

E aí, quando migrei para a comunicação como core, eu entendi que os times estavam muito distantes do negócio, o que é muito contraditório, já que a minha visão é que essa é uma das áreas que deveria ser das mais próximas das tomadas de decisão estratégicas.

Foi aí que estratégia e liderança viraram um tema ainda mais relevante para mim. Porque a qualidade da comunicação de uma empresa não se decide na comunicação. Para mim, ela se define muito antes, na disposição e na coragem de quem está no topo de tratar o que é difícil com honestidade, e não tratar como narrativa a ser administrada.

Muitos anos depois, é isso que eu tento buscar quando entro em um cliente. Uma das principais perguntas não é “o que a gente vai dizer”, mas sim: “o que aqui dentro ninguém está conseguindo dizer, e por quê”. A resposta dessa segunda pergunta costuma explicar muita coisa.

2. Que habilidades você entende ser fundamentais ao profissional que queira trabalhar com sucesso em estratégia e liderança?

Vou começar pela que talvez não apareça nas listas e é a que sustenta todas as outras: coragem para tratar algo desconfortável na frente de quem não quer ouvir, sem desrespeitar a convivência, visão e experiência do outro.

Isso não é retórica ou traço de personalidade, é uma habilidade técnica absolutamente treinável.

Envolve saber a hora, o formato e quanto contexto a outra pessoa precisa antes de conseguir escutar o mérito. Envolve, principalmente, aceitar o custo de dizer. Quem me conhece sabe que eu adoro ser questionada, e que escolho trabalhar com gente que tem coragem de propor. Sem isso, a informação para de circular e a organização fica cega, mesmo tendo todos os dashboards do mundo.

A segunda é a escuta em profundidade. Ouvir experiências e visões diferentes. Reputação e cultura se formam em territórios especializados e profundamente conectados. Comunidades de profissionais que trocam ideia, grupos que interpretam dados com lente própria, pessoas que criam leituras originais e somam suas visões.

E a terceira talvez seja a minha maior aposta: gostar de gente. Saber interagir com respeito, leveza, empatia e escuta. E, o mais importante: liderar pelo exemplo.

3. O estudo "The Leadership Readiness Gap" revela que grande parte dos gestores se sente preparada para os desafios do futuro, mas menos da metade deles está pronta para demandas específicas, como adoção de IA, mudanças organizacionais e desenvolvimento de carreira. Na sua experiência, por que existe essa distância entre a percepção genérica de prontidão e a capacidade efetiva de liderar situações concretas de transformação? E como a comunicação interna pode contribuir?

Essa distância me parece perfeitamente explicável, e não contraditória. As duas respostas são sinceras, só não estão falando da mesma coisa.

Quando você pergunta a um gestor se ele está preparado para os desafios do futuro, você não está medindo capacidade, está medindo identidade profissional. A pessoa responde sobre quem ela é: alguém que já atravessou reestruturação, fusão, troca de comando, pandemia. Dizer "não" seria negar a própria trajetória. Por isso, os 98%. Quando você desce um degrau e pergunta se ela sabe conduzir a adoção de inteligência artificial no time, você está medindo prática. Aí a resposta cai para menos da metade. E cai porque essa é a resposta verdadeira.

O problema não está no gestor que responde, mas em qual das duas respostas chega à mesa onde se decide o investimento. É aqui que eu discordo do enquadramento mais comum sobre o tema: a leitura fácil é dizer que falta treinamento. A leitura que me parece mais realista é que falta conversa honesta, incluindo todos, inclusive a alta liderança.

Tem um dado nesse estudo que eu considero mais revelador, e ele não é sobre IA. 97% dos profissionais de RH consideram adequado o treinamento que oferecem para conversas difíceis. Entre os gestores que recebem esse treinamento, 41% concordam. É a mesma organização produzindo duas descrições incompatíveis de si mesma.

E o que isso significa na prática? A empresa cobra do gerente uma competência que ela não exerceu com ele. Quer que ele converse com franqueza sobre demissão, sobre ansiedade com a tecnologia, sobre uma carreira que talvez não exista mais daqui a dois anos. E nunca teve, com ele, uma conversa franca sobre o que mudou no cargo dele.

Ninguém reporta para cima uma dificuldade que o discurso da casa diz que não existe. Se o C-level trata o que é sensível como narrativa a ser administrada, a organização inteira aprende a devolver a resposta esperada. Os 98% não são fruto de ingenuidade, mas de um treinamento, muito distante do que o RH pretendia dar.

“Se o C-level trata o que é sensível como narrativa a ser administrada, a organização inteira aprende a devolver a resposta esperada”.

Alguém vai dizer que se deve fazer uma pesquisa de clima. Será? Pesquisa de clima pergunta como a pessoa se sente e devolve exatamente o mesmo tipo de dado autodeclarado que produziu os 98%. É a franqueza terceirizada para um formulário anônimo, justamente porque não coube numa sala.

O papel da comunicação aqui é anterior e muito mais difícil do que abrir mais um canal de escuta. É aconselhar a liderança sobre como tratar temas sensíveis com honestidade intelectual, para que o resto da organização ganhe licença para fazer o mesmo. Quando um CEO nomeia uma incerteza com clareza, ele não está sendo vulnerável está, apenas, estabelecendo o que é dizível naquela empresa.

E, vale enfatizar que transparência não é abrir tudo, mas sim dizer o que importa e, acima de tudo, mostrar como as decisões são tomadas. E confiança se constrói com clareza. Sem isso, comunicação interna vira distribuição de mensagem, e distribuição de mensagem não faz realidade nenhuma mudar.

4. A pesquisa da Careersminds mostra que a IA está ampliando o escopo da função gerencial: além de ganhos de produtividade, gestores precisam lidar com ansiedade dos empregados, mudanças de responsabilidades, novas competências e incertezas sobre o futuro dos postos de trabalho. Ao mesmo tempo, 60% dos gestores dizem não ter recebido suporte ou treinamento. Na realidade brasileira, você entende que as empresas estão preparadas?

Os números brasileiros são claros. A pesquisa da Aberje mostra que 91% das áreas de comunicação já usam inteligência artificial, e que apenas 42% têm política formalizada em uso. Outros 20% estão em fase de implantação, 26% ainda estão discutindo e 12% não têm nem discussão sobre o assunto. Um estudo da Aon vai na mesma direção pelo lado das pessoas: 75% das organizações já implementaram ou estão testando IA, e só 18% investiram de verdade em treinamento e requalificação das equipes.

Mas o que mais me chama atenção nesse estudo americano da CareesMinds é outra coisa, e é onde eu acho que está a explicação: o material mostra que o otimismo com IA cresce conforme você sobe na hierarquia. Entre os profissionais de RH, 58% dos executivos dizem que a IA facilitou muito o trabalho do gestor, contra 38% dos gerentes seniores e médios. No levantamento com gestores, são 55% dos executivos contra 33% dos gerentes.

A leitura mais comum seria dizer que o executivo tem visão estratégica e o gerente está preso ao operacional. Eu leio diferente. Coloque esse dado ao lado de outro. O relatório “AI Agents at Work”, da Okta, mostra que 72% dos executivos C-level admitem usar ferramentas de IA não autorizadas, e que 58% das organizações registraram incidente de segurança por causa desse uso no último ano. É o que se convencionou chamar de “Shadow AI”.

Junte as duas coisas. O executivo acha fácil porque a experiência dele com IA é individual, informal, sem governança e sem consequência. Ele testa no próprio computador e funciona lindamente. O gerente é quem precisa implementar dentro da política, com um time ansioso, em um processo que ninguém redesenhou, prestando conta de um ganho de produtividade que alguém prometeu numa apresentação. São duas experiências completamente diferentes chamadas pelo mesmo nome.

Tem ainda uma dimensão de coerência que a comunicação não pode ignorar. Um C-level que aprova a política de uso de IA e usa a ferramenta por fora está comunicando duas coisas ao mesmo tempo. A organização sempre escuta a segunda.

Acho que o principal ponto hoje é sobre governança e honestidade sobre o que a ferramenta está, de fato, fazendo com o trabalho das pessoas.

5. O estudo conclui que a lacuna de preparação da liderança já produz consequências mensuráveis para os negócios, como escassez de competências, risco de turnover, redução do engajamento, menor produtividade, decisões mais lentas e dificuldade de escala. Na sua experiência, as empresas brasileiras já conseguem demonstrar essa conexão entre qualidade da liderança, comunicação e indicadores de negócio? Que métricas deveriam ser acompanhadas para provar que desenvolvimento de liderança é investimento estratégico?

Eu diria que boa parte do desafio está dentro da própria comunicação.

Vou usar dados brasileiros: quando a Aberje perguntou quais indicadores as áreas usam para demonstrar o valor da comunicação para a alta liderança, as respostas mais citadas foram alcance e visibilidade, com 64%, reputação e imagem, com 62%, e engajamento de públicos, com 57%. Redução de riscos e prevenção de crises apareceu com 16%; Economia de custos e ganho de eficiência, 13%; e Apoio comercial, 12%.

Ou seja: continuamos provando nosso valor com métricas de exposição. E eu vejo que ainda existe um agravante de contexto: na mesma pesquisa, o maior desafio apontado para 2026 é a demanda crescente por evidências, dados e mensuração de resultados, com 46%. O segundo é um orçamento menor para a área, com 42%. A cobrança por prova chegou antes do repertório para produzi-la. Some a isso o fato de que o responsável pela comunicação tem assento no board em apenas 38% das organizações, e você tem o retrato completo: uma área cobrada por resultado de negócio, sem métrica de negócio e sem cadeira na mesa onde o negócio é decidido.

Sobre quais métricas deveriam ser acompanhadas, eu proporia sair do inventário de atividade e olhar para a qualidade da circulação de informação e seu impacto direto na reputação e imagem com os stakeholders estratégicos. Enquanto a comunicação medir o que saiu, ela vai continuar sendo custo. Quando medir o que chegou, como e a que tempo, vira investimento. É uma mudança de pergunta, não de ferramenta.

6. Deixe dicas de conteúdo (vídeo, livro, podcast, anais de eventos, artigo, relatório de pesquisa ou matéria online) sobre estratégia, liderança e temas transversais que seriam imprescindíveis ter contato para qualificar o olhar no tema.

Escolhi uma breve lista que sustenta parte do que eu disse aqui. Cada uma trata de uma parte da nossa conversa:

  • Pesquisa “Tendências da Comunicação Organizacional 2026”, da Aberje: é a base brasileira que falta para essa discussão sobre liderança e comunicação.

  • Estudo “AI Agents at Work”, da Okta: o relatório que mede Shadow AI.

  • Estudo “Tendências de Capital Humano 2026”, da Aon: sobre implementação de IA e capacitação.

  • Estudo “Bridging the Generational AI Gap”, da London School of Economics e Protiviti: sobre como cada geração aprende e usa IA de um jeito diferente. Leitura obrigatória para quem lidera time com quatro gerações dentro.

  • Livro “A Organização Sem Medo”, de Amy Edmondson: fonte que melhor explica por que a informação não sobe.

  • Podcast “Comece por Aqui”, da bowler: toda segunda-feira, três recortes de pesquisa recente sobre comunicação, tecnologia e trabalho. Boa parte dos dados que citei aqui passou por lá antes.

Fonte de inspiração

The Leadership Readiness Gap: Are Managers Prepared to Lead Through the Next Era of Workforce Transformation?

O relatório examina como a transformação do trabalho está ampliando e redefinindo as responsabilidades dos gestores nas organizações. A combinação entre inteligência artificial, mudanças estruturais, incerteza econômica e novas expectativas dos empregados torna a gestão de pessoas mais complexa.

Nesse cenário, o papel do líder deixa de estar concentrado no acompanhamento da performance e passa a envolver também condução de mudanças, desenvolvimento de competências e apoio às equipes. A pesquisa identifica uma distância entre a percepção de que as lideranças estão preparadas e sua efetiva capacidade de responder a situações específicas.

Diferenças geracionais acrescentam outra dimensão à complexidade da gestão. Os efeitos dessas lacunas já alcançam engajamento, retenção, produtividade e velocidade decisória. A conclusão é que prontidão de liderança deve ser tratada como uma questão estratégica de desempenho e resiliência organizacional.

Autor: Careerminds

Link para o relatório: https://info.careerminds.com/hubfs/Careerminds-The-Leadership-Readiness-Gap.pdf

Desapegue do passado: o poder da inovação que perdura e inspira

E se, em 2007, sua marca tivesse ignorado as redes sociais e insistido apenas em anúncios offline? Ou se, em 2020, durante a pandemia, você tivesse planejado apenas eventos presenciais, deixando de lado o digital? Onde ela estaria hoje?

A verdade é que se adaptar não é uma escolha, é uma exigência. Em um mercado em constante transformação, até que ponto estamos realmente dispostos a abandonar métodos antigos e crenças consolidadas?

Apegar-se ao que funcionou no passado pode ser exatamente o que impede o próximo salto. A estagnação pode ser letal. Ao longo da minha carreira, reuni uma lista de aprendizados que transformei em dicas práticas. Diante da crença de colaboração com o mercado, resolvido trazer aqui o modelo mental das top 10 lições, em um formato de convite à ação.

  1. Cultive a curiosidade diária: dedique tempo intencional para explorar tendências emergentes. Isso significa ir além das notícias do setor, buscando deep dives em plataformas de educação multisetoriais, e participando de conversas sobre temas diversos. Essa prática mantém a mente aberta, estimula o pensamento crítico e transforma rotinas em fontes inesgotáveis de inspiração criativa.

  2. Desafie o status quo: questione práticas antigas e enraizadas. Essa quebra de paradigmas não só libera energia para inovações que engajam audiências modernas, mas também otimiza o uso de recursos e melhora a performance das suas iniciativas.

  3. Aprenda com falhas: veja erros não como fracassos, mas como lições valiosas. Utilize técnicas para entender onde e por que algo deu errado, transformando os insights obtidos em ajustes para futuras estratégias, fomentando uma mentalidade de experimentação contínua.

  4. Adote ferramentas emergentes: integre tecnologias disruptivas no seu dia a dia, sem o compromisso de continuidade, mas pelo simples prazer de aprender a lidar com um framework diferente.

  5. Fomente colaborações inusitadas: busque parcerias com áreas tradicionalmente distantes do marketing e comunicação. Essa diversidade de perspectivas nutre uma cultura de geração de ideias e elimina silos.

  6. Pratique o growth mindset: adote a crença de que habilidades e inteligência podem ser desenvolvidas com dedicação e trabalho duro, em vez de serem traços fixos. Em vez de dizer “não consigo aprender sobre xyz”, adote a postura “ainda não domino, mas vou aprender”. Invista em cursos, certificações e workshops sobre temas indiretamente ligados à sua formação.

  7. Celebre pequenas vitórias: reconheça e valorize os sucessos em projetos menores ou testes bem-sucedidos. Crie rituais de reconhecimento. Isso constrói momentum, reforça comportamentos inovadores e incentiva uma abertura ao novo.

  8. Invista em segurança psicológica: estimule um ambiente de trabalho onde os membros da equipe se sintam seguros para expressar ideias ousadas, fazer perguntas, cometer erros e assumir riscos sem medo de punição. Sabe a máxima “o exemplo arrasta”? Como líder, admita seus próprios erros e incentive o debate construtivo. Isso fomenta a tomada de riscos calculados e transforma times em motores de inovação inspiradora.

  9. Monitore tendências globais: mantenha-se constantemente atualizado sobre mudanças macroeconômicas, sociais, tecnológicas e ambientais que podem impactar a comunicação.

  10. Construa um legado pessoal: vá além da busca por resultados e integre a “felicidade do bem” em sua rotina, compartilhando ativamente conhecimentos e mentorando outros profissionais. Participe de eventos do setor, escreva artigos, seja um palestrante ou um mentor em programas internos. Ao inspirar seus colegas, você contribui para o crescimento coletivo e inspira gerações futuras.

E se essa abertura ao novo não fosse apenas uma estratégia ou uma tarefa na agenda, mas um verdadeiro mindset? Um jeito de pensar que sustenta a inovação, fortalece a resiliência e mantém viva a inspiração na comunicação corporativa? O que pode acontecer quando você solta o controle do que já funcionou e encara o desconhecido com curiosidade e coragem?

Talvez seja nesse movimento que sua carreira atinja níveis inéditos de impacto. E mais: que você ajude a construir um legado capaz de inspirar times inteiros (e marcas) a prosperarem num mundo em constante transformação.

Se esse texto acendeu algo aí dentro, que tal colocar uma ideia em prática e observar o que acontece?

Por Maria Claudia Bacci, sócia da bowler

*artigo originalmente publicado no Portal ABERJE (out/25)

COP30: a ancestralidade pode definir o futuro

Todos os holofotes estão voltados à COP30. Para mim, que tenho a sorte de carregar a ancestralidade da Amazônia, a visão universal se mistura com um olhar afetivo e local. Um caleidoscópio de sensações tem me dominado com questões do passado, presente e o que está por ser e vir a partir dela. Nesse eixo, gosto de pensar com minha cosmovisão mais raiz: sou testemunha de que chegamos até aqui não por acaso, mas pela sabedoria dos que vieram antes e nos transmitiram a chama da criação, da invenção e, sempre, da inspiração. Esse legado, tantas vezes silenciado, sempre foi e continuará a ser a melhor alavanca para o futuro. Hoje, enquanto povos originários são apagados, um abismo se abre entre a tecnologia do chip e a sabedoria humana, trocando a profundidade da alma pela fascinação – e vício – pela “velocidade tecno”. Pior, o desprezo pela confluência desses saberes todos. Sim, eles podem conviver em muitas combinações.

Se nos tornarmos meros passageiros da nossa própria história e ancestralidade, perdemos a “tecnologia” essencial: a capacidade de decifrar códigos culturais e aplicá-los em soluções inovadoras. Chips e algoritmos entregam velocidade, mas é o “software” da nossa humanidade que confere propósito, ética e criatividade genuínas para os desafios da vida.

Refletindo, e mais ainda, agindo diante desse dilema, a Scania, em parceria Itaipu Norte, SENAI-SP, Ultragaz e LOTS Group, realizou uma viagem de mais de 3.000 km para chegar à capital paraense na COP30, usando um caminhão movido a biometano É a Rota para Belém. Eles cruzaram o Brasil profundo, conheceram muitas pessoas e histórias incríveis, e viram de perto projetos sustentáveis que provam: sim, quando a gente se une, as melhores soluções sempre aparecem.

Na real, a verdadeira jornada desse projeto não é “para” Belém. Transcende a cidade e quilômetros percorridos até ela e até mesmo os acontecimentos dos dias do evento. Ele virou uma metáfora da potência da comunicação que não silencia. Da que valoriza a documentação, celebra a diversidade de “softwares” dos diversos brasis que nos trouxeram até aqui. E vai além, pois mantém de pé as possibilidades de como trabalhar para o planeta ainda existir daqui a poucos anos (para não falar do que já tá dentro da urgência climática agora mesmo).

Passamos da hora de peneirar futuros sobre o clima. Estamos nele. E faz tempo. Não tá bonito. Não tá bom. Mas a gente ainda tem aquela sabedoria que nos ensinou a viajar pela vida até aqui, construindo e revolucionando. Sim, não posso fechar esse artigo com pessimismo. Me julguem.

Confio que a super highway de saberes pode aflorar a partir dos caminhos que cruzam o país, a capital do Pará, o coração da Amazônia brasileira. O mundo. Precisamos começar a enviar as respostas para os recados cada dia mais ferozes que o planeta tem enviado. Salve Belém!

Por Rizzo Miranda, sócia da bowler

*artigo publicado no Portal Aberje (nov/2025)

Agilidade e consistência: Estratégias de longo prazo com olhar no agora

Agilidade e consistência: Estratégias de longo prazo com olhar no agora

Quais são as habilidades essenciais dos líderes que estão à frente da transformação na comunicação?

Adaptabilidade, pensamento crítico, inteligência emocional e a capacidade de inovar com propósito são apenas algumas delas.

Em um cenário onde o imediatismo dita o ritmo, aprofundamos os aprendizados da #CartaBowler e destacamos o equilíbrio entre agilidade e consistência como chave para marcas que desejam construir relevância e longevidade.

Para ampliar essa discussão, conversamos com Ingrid Buckmann, Gerente de Comunicação e Marketing do IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, que compartilhou reflexões poderosas sobre o papel da liderança e da comunicação estratégica em um tempo de mudanças rápidas e constantes.

Confira a entrevista completa:

B: Qual o ponto de equilíbrio para uma marca transitar de maneira estratégica, em um cenário onde o imediatismo midiático é valorizado?

I: Para que uma marca consiga atuar de forma estratégica nesse cenário tão imediatista em que vivemos, o grande ponto está em encontrar um equilíbrio muito bem ajustado entre agilidade e consistência.

A consistência é essencial para a construção de uma marca sólida e duradoura. Se a marca quer ser perene, ter propósito claro e relevante, precisa saber se movimentar dentro desses dois pilares. Isso envolve manter monitoramento constante e ágil, comunicar seus valores e sua autenticidade de forma clara, e oferecer uma experiência personalizada para cada cliente ou usuário.

Além disso, inovar com eficácia e se comunicar diretamente com seus públicos é indispensável. E nesse ambiente acelerado é ainda mais importante combinar estratégias de curto prazo com uma visão de longo prazo. No fim das contas, uma marca só se sustenta ao longo do tempo se conseguir olhar para o futuro, sem perder o foco no agora

B: Quais habilidades você considera essenciais para líderes e comunicadores que desejam prosperar nesse cenário de transformações constantes?

I: Hoje em dia não existe uma única habilidade essencial. É realmente uma combinação de competências que fazem a diferença. E, para mim, tudo começa com adaptabilidade e flexibilidade.

Vivemos em um mundo em constante transformação, mudanças são inevitáveis e, muitas vezes, relevantes. Saber se ajustar a elas é essencial. Passa por estar sempre aberto ao aprendizado, manter a mente ativa, curiosa e com as 'antenas ligadas' para captar o que está ao redor. Ter pensamento crítico também é indispensável. Somos bombardeados por informações o tempo todo, e saber filtrar, analisar e discernir o que realmente importa é um diferencial enorme.

Outro ponto fundamental é a inteligência emocional. Ter equilíbrio, saber lidar com os próprios sentimentos e com os dos outros, gerenciar conflitos, buscar feedback e praticar empatia são habilidades que impactam diretamente nos relacionamentos e no ambiente de trabalho.

A comunicação também entra como um pilar central. E quando falo em comunicação, falo daquela 360 graus: clara, assertiva, que alinha expectativas e, principalmente, que inclui a escuta ativa. Comunicar bem é, antes de tudo, saber ouvir.

Além disso, é indispensável estar atento à inovação. Ter essa mentalidade de experimentar, de estar aberto ao novo, faz parte do perfil de liderança que o mercado exige. E, claro, engajar equipes, liderar pelo exemplo e cultivar uma cultura colaborativa.

Por fim, a resiliência. Mesmo sendo uma palavra muito usada, ela continua extremamente relevante. Diante de tantas mudanças, saber lidar com frustrações, manter o foco e seguir em frente é o que nos permite continuar crescendo. Não é simples, mas é possível — e necessário.

Evolução Contínua: Inovação para Comunicar e Cativar

Evolução Contínua: Inovação para Comunicar e Cativar

Nesta nova reflexão da Carta Bowler sobre o futuro da comunicação, mergulhamos no poder transformador da evolução contínua — uma mentalidade que vai além da inovação pelo hype e se consolida como estratégia para comunicar com relevância e cativar com consistência.

Conversamos com Patricia Acioli, Diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Scania Latin America, que compartilhou uma visão afiada sobre como equilibrar tradição e progresso e cultivar um mindset capaz de gerar histórias únicas e duradouras.

Confira a entrevista completa:

B: Como equilibrar progresso e tradição, muitas vezes vistos como opostos, na comunicação de uma marca — sobretudo diante da cobrança eterna em se manter sempre inovadora?

P: Antes de tudo: estamos falando da inovação para se manter no hype ou para, de fato, ser inovador? Me assusto um pouco com a velocidade e a proporção dessa “onda”. Nenhuma marca vive ansiosa no futuro, nem nostálgica no passado e nem sem memória e sonhos, presa no presente.

O diálogo do Tempo é tridimensional. Pra mim, secular e atemporal é o drive de encontrar soluções, de ser útil e despertar sentimentos e emoções. Além disso, é preciso lembrar que existem várias características em uma marca — a própria tradição é um valor a ser trabalhado.

E a pergunta de um milhão de dólares é: como equilibrar esses horizontes?

Entender o timing, a estratégia e, principalmente, o porquê das escolhas são pontos básicos para qualquer tomada de decisão. A cereja do bolo será sempre a criatividade e a conexão que geramos a partir da comunicação.

B: Em um mundo em constante transformação, como o profissional de comunicação pode cultivar o mindset de evolução contínua para se manter relevante e preparado para os desafios do futuro?

P: Uma das principais transformações dos nossos tempos é a releitura das profissões e o surgimento de novas formas de monetização do trabalho. A comunicação passa pelo mesmo processo. Extrapolou os ambientes corporativos e as redações — hoje, há espaço para creators, geradores de conteúdo, redatores etc.

Para cultivar um espírito e modelo de pensamento de melhoria contínua, é preciso estar aberto, antenado, interessado, curioso, disponível. Desconfiar de certezas e acreditar nas possibilidades.

O mundo pode ser ágil, inovador e líquido, como dizem por aí, mas não pode ser superficial. É importante apostar na colaboração entre perfis. Vamos ter o profissional exponencial, aquele que vai trazer algo super diferente, inusitado — e vamos ter também o incremental, que vai arrumar uma forma de melhorar um projeto e torná-lo mais eficiente.

Precisamos dos dois mundos. Precisamos da tradição e da inovação para evoluir.

Diversidade como Bússola da Mudança

Diversidade como Bússola da Mudança

Há mais de uma década, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie nos alertava sobre “O perigo da história única”, em seu icônico TED talk - que alguns anos mais tarde se tornaria um livro best-seller em todo o mundo.

Diversidade, para além das pautas corporativas, é reconhecer, respeitar e valorizar as diferenças, promovendo a inclusão de todas as pessoas, independentemente de suas características ou identidades.

Ambientes de trabalho mais inclusivos, onde há espaço para que todos contribuam com suas perspectivas únicas são, comprovadamente, mais inovadores e produtivos, além de apresentarem melhor desempenho financeiro.

Para as marcas, os principais ganhos em cultivar múltiplas vozes autênticas dentro de suas organizações são o aumento da criatividade, mais engajamento entre os colaboradores e maior poder de atração e retenção de talentos.

Nossa entrevistada Claudia B., Diretora de Comunicação Corporativa da Takeda, destaca a representatividade genuína como um diferencial estratégico essencial para o desenvolvimento de um storytelling coeso e potente que agregue valor ao relacionamento com os stakeholders.

A adoção de práticas inclusivas e a criação – e sobretudo a preservação - de ambientes que promovam a diversidade real, são pilares concretos para a construção de um futuro sustentável, além de uma tática valiosa para navegar a mudança com mais assertividade e agilidade.

Leia a entrevista na íntegra:

B: Como as marcas podem identificar e cultivar múltiplas vozes autênticas dentro de suas organizações para ampliar sua influência?

C: Marcas que abraçam a diversidade e promovem ativamente a pluralidade de vozes constroem uma representatividade genuína que não apenas fortalece sua narrativa institucional, mas também impulsiona inovação, relevância e conexões estratégicas mais profundas e duradouras com seus stakeholders.

B: Quais são os principais desafios para manter a autenticidade da narrativa e preservar os pilares da marca, ao mesmo tempo que se adapta às expectativas de uma sociedade em constante mudança?

C: Manter a autenticidade da marca em um mundo que nunca para de mudar exige mais do que só seguir tendências; é sobre cultivar uma visão estratégica que une fundamentos sólidos e a capacidade de se reinventar. O grande desafio está em construir uma comunicação que preserve o que a marca realmente representa, enquanto se mantém ágil e receptiva ao que surge em cada novo momento. É um exercício constante de ouvir, entender e reagir de forma inteligente, sem perder de vista a essência que a torna única.

Aqui na bowler, desde o início, somos guiados por nossa essência de sermos genuínos em contribuir. E, nesses tempos de incertezas e mudanças, seguimos compartilhando para somar.

Autenticidade: O Elo Humano na Era Digital

Autenticidade: O Elo Humano na Era Digital

Na constante busca pela atenção, gerar identificação e conexão é precioso, tornando a autenticidade o novo ouro da Era Digital.

De iniciativas criativas a narrativas impactantes, o ato de ser autêntico faz parte das práticas essenciais para navegar no horizonte da mudança, como apontamos na Carta Bowler.

E falar de autenticidade é falar de pessoas. Por isso, estendemos nossa conversa para Karina Meyer, Diretora Executiva de Marketing da VR, que aborda a importância de as marcas terem um propósito claro, serem fiéis ao posicionamento e humanizarem a comunicação.

Confira a entrevista completa:

B: Em tempos de fake news e IA, como a confiança se conecta com os desafios e oportunidades da comunicação, considerando o crescente predomínio do digital sobre o contato humano?

K: Acredito que, em um contexto tão desafiador como este, as marcas passam a ter um papel estratégico na comunicação, trabalhando ativamente conteúdos que combatam a desinformação. A autenticidade é fundamental, e esses conteúdos devem estar atrelados a territórios de relevância para a marca, podendo, assim, torná-las especialistas e/ou autoridades no assunto abordado.

Esse posicionamento, muitas vezes, dependendo do tópico, é evitado pelas empresas, que acreditam que um posicionamento pode ser interpretado como uma posição política e, consequentemente, partidária, o que nem sempre é verdade. Assim, as marcas perdem a oportunidade de serem um suporte de credibilidade para seus consumidores e de usarem suas comunidades para esclarecer fatos ou combater o que é fake.

Ter a coragem de assumir essa posição é um caminho para fortalecer o engajamento e as relações de confiança com sua base de consumidores. O desafio vai além da discussão tecnológica; ele é sobre o papel social que as marcas podem e devem assumir, de forma ética e transparente.

B: Em um mundo de mensagens "pasteurizadas", quais os maiores desafios para se comunicar com autenticidade?

K: Na busca pelo próximo "like" ou na fuga do cancelamento, somente a autenticidade nos salvará. Ter um propósito claro, ser fiel ao seu posicionamento e humanizar a comunicação é o que manterá as marcas vivas e relevantes ao longo do tempo.

No contexto atual, é impossível não errar e, se estivermos 100% focados em não cometer erros, teremos marcas cada vez menos corajosas e perderemos a oportunidade de fazer parte, de fato, da vida das pessoas. A tecnologia pode nos ajudar cada vez mais a identificar nosso público, suas diferentes personas e seus comportamentos. Dentro de uma linguagem consistente de marca, podemos adaptar a mensagem de forma autêntica e genuína para entrar nas melhores conversas de um jeito que só aquela empresa poderia fazer. Não precisamos estar em todas as conversas ou falar sobre todos os assuntos, mas devemos escolher como, quando e onde estar, e alinhar isso a um propósito maior é o que nos diferenciará dessa pasteurização.

No #jeitobowler, a verdadeira força das marcas reside na capacidade de construir pontes humanas em um mundo cada vez mais digital. Ao priorizar o cuidado nas relações, o engajamento autêntico, a importância da diversidade e a comunicação transparente, as empresas podem criar um ambiente de confiança e bem-estar para seus públicos. Acreditamos que a valorização genuína das pessoas é o pilar para a construção de relacionamentos duradouros e significativos.

IA e Inteligência Natural: uma sinergia revolucionária

IA e Inteligência Natural: uma sinergia revolucionária

Listas, aprendizados, insights sobre “mais do mesmo”. Em tempos de tantas incertezas, queremos receitas e fórmulas para o sucesso, certo? Não por aqui.  

O #jeitobowler questiona, desafia o status quo e nos levou a um profundo mergulho no Zeitgeist para repensar o futuro da comunicação. Voltamos à tona com a Carta Bowler, nosso manifesto para navegar na mudança.  

Mas, não paramos por aí!  

Convidamos Natalia Zimerfeld, Vice-Presidente de Marketing e Comunicação da Capgemini para falar com a gente sobre IA e Inteligência Natural. 

Pendulando entre FOMO e JOMO na relação com a IA, a inteligência natural segue soberana. Aqui na Bowler apostamos em uma sinergia revolucionária entre o humano e o artificial. Para Maria Claudia Bacci, "somos todos viabilizadores de um resultado fantástico para as mais diversas vertentes da comunicação e dos negócios". Natália acredita que “a IA não apenas otimiza estratégias e recursos, mas também catalisa a inovação, proporcionando às marcas um diferencial competitivo significativo”. 

Acompanhem a entrevista na íntegra: 

B: Para você qual sentimento se sobressai mais com a chegada da IA na sua trajetória profissional: Fear ou FOMO?   

N: A Inteligência Artificial (IA) tem transformado não apenas o segmento de tecnologia, mas todos os setores da economia. A velocidade e dinamismo da crescente evolução de IA provoca em mim uma sensação de FOMO, mas de não de uma forma negativa, já que minha carreira tem sido pautada, ao longo dos anos, pelo surgimento de oportunidades e negócios em ambientes de extrema inovação e alta tecnologia. A integração da IA nas práticas de marketing não só otimiza as estratégias e maximiza os recursos, mas também abre caminho para mais inovação, trazendo um grande diferencial para as marcas em um mercado cada vez mais competitivo. Com todos esses benefícios, é inevitável que a grande rapidez de desenvolvimento e novos recursos de IA gerem sempre um sentimento de querer aprender e aplicar cada vez mais os recursos dessa tecnologia, sem um minuto a perder. 

B: ⁠Com o advento das Gen AI, como será possível criar um ambiente de trabalho que não só preserva a qualidade, mas também expanda as possibilidades de inovação e eficiência? 

N: Os estudos globais da Capgemini apontam que a evolução da tecnologia está diretamente ligada à criação de ambientes de trabalho cada vez mais inovadores, criativos e eficientes. Especialmente em relação à área de marketing e comunicação, nosso último relatório “CMO Playbook”, sobre IA Generativa, apontou que mais da metade dos líderes da área acreditam que, em longo prazo, a IA aumentará a criatividade e as habilidades humanas sem substituir os profissionais, que poderão se dedicar mais às principais decisões estratégicas. Segundo o estudo, mais de 50% das organizações já alocaram orçamentos para a implementação da tecnologia em marketing, sendo que os principais benefícios de IA estão focados na experiência dos clientes, criação de campanhas e desenvolvimento de novos produtos.  Além disso, nossa pesquisa “Gen AI em Sustentabilidade”, revela que, globalmente, 58% dos executivos de RH consideram o uso da IA Generativa para finalidade de diversidade e inclusão entre suas três principais prioridades nos próximos 12 meses. Essa é mais uma comprovação de que as novas tecnologias estão sendo cada vez mais aplicadas no aprimoramento dos ambientes de trabalho, favorecendo a inovação e a eficiência.

Seguindo a nossa essência de olhar para frente e evitar o óbvio, iniciamos um movimento irreversível em direção ao futuro da comunicação. Em breve, aprofundaremos – junto com lideranças inspiradoras – os demais pilares da Carta Bowler.  

CARTA BOWLER PARA 2025

CARTA BOWLER PARA 2025

Inspiração para Navegar no Horizonte da Mudança

Em um mundo onde a única certeza é a mudança, fizemos uma pausa para refletir sobre o que nos mantém resilientes e contemporâneos como agentes da comunicação e, também, como seres humanos.

Num contexto de eterna – e cada vez mais acelerada - transformação, nos questionamos sobre como honrar e proteger os princípios e valores que transcendem as tendências passageiras.  Ao final da nossa reflexão, surge um pensamento motivado por nossa crença na colaboração: por que não dividir esse momento tão estratégico com a nossa rede? Eis que nasce a “Carta Bowler para 2025: Inspiração para Navegar no Horizonte da Mudança” destinada a todos aqueles que tem sob sua responsabilidade marcas e pessoas, em âmbitos profissionais e pessoais.

E, com o objetivo de facilitar a compreensão do nosso propósito com esse documento, oferecemos essa leitura como uma espécie de ‘fagulha’ para um mapa de navegação nas práticas que vemos como base de qualquer iniciativa de comunicação, influência e impacto. ​

Bom proveito!

Inteligências em prol da estratégia ​

Inteligência artificial ou inteligência natural: como ser um líder de destaque na vanguarda da intersecção das inteligências e quais riscos de ficar de fora dessa nova era? Nossa crença é que somos todos viabilizadores de um resultado fantástico para as mais diversas vertentes da comunicação e dos negócios.

A verdadeira liderança do futuro está na capacidade de harmonizar o poder analítico e a velocidade de produção da IA com a sabedoria intuitiva da IN. Estarão em posições de destaque as pessoas, marcas e empresas que conseguirem extrair das mais diversas plataformas de IA o máximo de suas capacidades no papel de conselheiros tecnológicos e de executores velozes das mais diversas tarefas, tornando a missão do líder a de atuar como uma bússola moral e mediadora de pensamentos originados na junção de ambas as inteligências.

Soma-se a essa reflexão o princípio máximo da valorização de tudo aquilo que é humano, de carne e osso, e que nos conecta à realidade das relações. O efeito rebote crescente, nascido no pós-pandemia, é traduzido pela crescente (re) valorização das interações presenciais e ‘reais’. Juntas, as duas pensatas acima deflagram a formação de um novo líder revigorado pelas inteligências que o cercam e o suportam. Essa integração reflete uma visão mais profunda do potencial humano e tecnológico trabalhando em uníssono. Ao encontrar a intersecção perfeita, é possível criar um ambiente de trabalho que não só preserva a qualidade, mas também expanda as possibilidades de inovação e eficiência.

Atitude Resolutiva e Adaptabilidade na Economia Conectada ​

Partimos da crença de que a filosofia da resiliência é mais do que essencial e deve ser um traço de personalidade de gestores, marcas e empresas que buscam a sobrevivência e o sucesso. Não é apenas uma resposta ao inesperado, é uma postura ativa de abraçar a mudança dada como inevitável com coragem.

Essa atitude elástica e resolutiva nos capacita a abraçar a adaptabilidade como uma competência essencial no cenário da economia conectada. Cada vez mais é necessário se antecipar aos problemas e estar sempre à frente do planejamento, desenvolvendo uma cultura de vigilância proativa. A máxima de que ‘a preparação bate o planejamento’ ganha força.

Na mesma medida, é preciso manter a determinação diante dos obstáculos e estabelecer processos que viabilizem decisões rápidas, mesmo em situações de incerteza. Assim, uma abordagem proativa e determinada para enfrentar desafios e encontrar soluções eficazes para problemas não apenas suporta a adaptabilidade, mas também a amplífica, capacitando as empresas a navegarem eficazmente no ambiente dinâmico e frequentemente disruptivo no qual estamos imersos. 

Mindset de Evolução Contínua  ​

Não há nada mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou. Mais inspiradora que essa frase de Victor Hugo, impossível. Vivemos na Era da Hiperconexão e da Evolução Contínua, onde o cerne de toda a mudança passa pelo questionamento incessante: como inovar e liderar, dia após dia, a criação de iniciativas e narrativas que sejam verdadeiramente impactantes?

A mentalidade de evolução contínua é capaz de alimentar a criação de histórias únicas e diferenciadas. Quando uma marca inova, ela gera novas experiências e soluções que podem ser transformadas em narrativas cativantes. Por isso, priorizamos a integração de progresso e tradição, desenvolvendo histórias que não apenas impulsionam o avanço, mas também ressoam com a essência autêntica do propósito e do branding, conectando novas iniciativas com valores e pilares perenes de marcas, pessoas e negócios.

Cuidado com as Pessoas e Autenticidade ​

Acreditamos fortemente que a autenticidade nas relações é o reflexo da valorização genuína das pessoas. A intenção de construir relacionamentos duradouros em um mundo onde a comunicação digital muitas vezes substitui o contato humano demanda a preservação da autenticidade como diferencial competitivo.

Adicione a essa visão o filtro pós-pandêmico, no qual as relações interpessoais passaram por uma transformação significativa. Embora não seja novidade para ninguém, é preciso considerar esse olhar cuidadoso com as pessoas que nos cercam. O distanciamento social promoveu a necessidade de cuidar do novo tripé de gestão das pessoas, constituídos por: engajamento autêntico, em que defendemos a promoção de interações significativas multicanais que reflitam os valores humanos de marcas e negócios; a celebração da diversidade e da inclusão, por meio de narrativas que abordem a multiplicidade de pensamentos e legados, e a comunicação transparente, que promova um diálogo honesto e respeitoso com os mais diversos stakeholders.

A preservação da autenticidade nas relações interpessoais, especialmente em um contexto em que o digital prevaleceu sobre o presencial, se torna um diferencial competitivo inestimável. Empresas que conseguem manter essa autenticidade são percebidas como mais confiáveis, humanas e preocupadas com o bem-estar de seus públicos

Excelência e Influência Multidimensional ​ 

A influência verdadeira é multidimensional, combinando autenticidade, conhecimento e a capacidade de inspirar. Em um cenário de transformação constante, o poder da influência reside em sua capacidade de se adaptar, permanecer autêntico e ressoar com os valores e expectativas em evolução na sociedade.  

Líderes, marcas e indivíduos que dominam a arte de influenciar terão sempre a capacidade de moldar o futuro, navegando pelas complexidades de um ambiente em constante evolução com inteligência e insight. Entendemos, porém, que é necessário um salto no conceito de influência: a diversidade de vozes. Hoje, a influência não é monopolizada por poucos; ela está em múltiplas vozes e plataformas, permitindo uma riqueza de perspectivas que pode influenciar de maneira eficiente. Desta forma, ao voltar ao princípio básico da comunicação de mão dupla, a segmentação personalizada é urgente, bem como a capacidade de dialogar nos canais precisos, nos quais a sua audiência está de fato. ​  

Na Bowler, abraçamos a mudança com coragem, nutrimos o crescimento com propósito e buscamos a excelência em cada relação que construímos. A somatória dessas atitudes com a premissa de olhar para a frente, buscar o novo e evitar o óbvio é a garantia de que, juntos, podemos navegar por este mundo em constante transformação com sucesso, confiança e resultados. 

Quer ter esse conteúdo na palma da mão ou compartilhar com alguém?

Quem é a Bowler - Somos uma agência boutique e consultoria de negócios de marcas que buscam na nossa expertise a atuação por meio de estratégias inovadoras de comunicação e marketing. Sem barreiras definidas pelo uso restrito de "caixinhas", nosso modelo mental é capaz de integrar relações públicas, gestão de stakeholders, relacionamento com imprensa, gestão de crise, digital, comunicação interna, branding e publicidade. Para nós, o que define o uso dessas ferramentas disponíveis é um deck de comunicação inteligente que ajude a resolver, prioritariamente, um problema de negócios. 

Ei, liderança, o que está no seu prompt pra 2025?

Ei, liderança, o que está no seu prompt pra 2025?

Por Carolina Short (CGO Bowler)

Agora, sim, um novo ano no ar! Em meio a tantas demandas - OKRs, planejamentos, orçamentos, gestão de pessoas, dentre outras, você se encontra à frente de um prompt robusto pra comandar um time, um projeto, um propósito e/ou a somatória de todos nos próximos 12 meses. E, assim como para usar com eficiência os mais diversos aplicativos de Inteligência Artificial, o mindset de uma liderança clara e consistente depende de um conjunto essencial de skills.  

Traçando um paralelo com o que tenho aprendido com IA, reuni aqui a minha lista de top 5 habilidades para quem está nesse momento se preparando pra executar 2025 com estratégia e assertividade. Olha só!  

⦁ Clareza das metas e propósitos: a golden rule, sem dúvida! É preciso saber aonde sua área quer chegar, qual a contribuição da sua BU para o negócio e, sobretudo, qual será a missão do seu time.  

⦁ Comando claro e preciso: à frente de um prompt, a escolha das perguntas é estratégica. Frente ao time, pares e líderes, as palavras devem ser precisas, corretas e fiéis ao que é esperado da execução.  

⦁ Compreensão, double check ou debriefing: independente do nome, é aqui que você se certifica de que o comando, as orientações foram interpretadas corretamente pelos interlocutores - IA ou não, o básico da comunicação se mantém: é e sempre será uma via de mão dupla. Por isso, capriche nos detalhes, dedique-se ao briefing e seja incansável nessa etapa. 

⦁ Comunicação (e execução eficaz): voilà! Sua interface materializou a estratégia e o prompt devolveu o conteúdo solicitado. Seu time captou o briefing inicial e realizou as tarefas. Se a rota mudar, é imperativo manter a comunicação clara e tempestiva. Realize checkpoints e alinhe-se com os envolvidos.  

⦁ Time alinhado: mais que unido, assertivo. Já falei de clareza, certo? Pois reforço aqui: sem compreensão do objetivo comum, o dia a dia torna-se um martírio para todos, gerando ansiedade e desconforto. O comando claro passa não somente pelas palavras certas, mas sobretudo pelos recursos corretos destinados às suas tarefas. Olhe para a equipe e tenha certeza de que cada profissional esteja dedicado àquilo que entrega com excelência. 

Quer continuar o assunto? Manda uma mensagem e você vem conhecer a Bowler! 

  

Será mesmo que é tudo sobre a GenZ?

Será mesmo que é tudo sobre a GenZ?

Por Rizzo Miranda

“Como a Geração Z se comporta no trabalho?”, “Comportamentos de consumo da Geração Z”, “Onde a Geração Z está no digital?”
Essas são algumas das chamadas de diversos conteúdos que estamos lendo recorrentemente e, claro, você também deve ter percebido.

Mas quis lembrar aqui alguns dados bacanas que a comunicação das empresas deve manter na mira mais do que andam fazendo.

Em uma busca rápida aqui no Sr. Google, encontrei alguns números que ajudam nessa reflexão:

- De acordo com o site Longevidade, em maio de 2022, o Brasil tinha mais de 54,8 milhões de pessoas com mais de 50 anos.

- Mais de 13 milhões de pessoas com mais de 50 anos trabalham no Brasil.

- A Economia Prateada é considerada a terceira maior atividade econômica do mundo, movimentando 7,1 trilhões de dólares anualmente no mundo, e no Brasil, ela movimenta 1,7 trilhões de reais por ano.

🔎 Só para lembrar, a “Economia Prateada” - mercado formado por pessoas com 50 anos ou mais- já abrange 54 milhões de consumidores no país. Estimativas indicam que a movimentação financeira da longevidade chegará a R$ 3 trilhões em 2030.
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Antes de continuar, vamos fazer um combinado? Por favor, ao ler este post, tente não criar uma imagem mental de pessoas 50+ como aquelas de banco de fotos. O que queremos comunicar começa na nossa mente, não é mesmo? E isso vai além do etarismo (que por si só já seria lamentável)
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É óbvio que é importante olhar para as novas gerações e as tendências que as cercam, mas não valorizar a comunicação com a Geração X e os “Boomers” pode ser um grande erro.

“Ah, mas eles não estão no digital ou não engajam em campanhas.”

A pesquisa “Diversa Idade”, realizada pela Globo, revela que 92% das pessoas com 50 anos ou mais acessam a internet e sete em cada dez compram utilizando canais digitais ao menos uma vez por mês. Além disso, sete em cada dez brasileiros nessa faixa etária não conseguem mais imaginar viver desconectados.

E mais: além de passar o cartão e apertar o botão “curtir”, essas gerações também estão movimentando a creator economy. De acordo com a Silvers Makers, o Brasil tem 895 criadores de conteúdo com idades entre 45 e 75 anos que estão no Instagram, Facebook e TikTok.

Como falou Silvio Meira, as empresas precisam criar suas próprias redes para promover conexão entre as pessoas e gerar valor para cada uma delas e para o todo. E aqui complemento: e é preciso que seja interessante para pessoas de todas as idades.

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Comunicação Interna Que Funciona

Comunicação Interna Que Funciona

Por Maria Claudia Bacci

Como anda a comunicação interna por aí? Dar conta dos pedidos de todas as áreas da sua empresa tem sido desafiador?

Pois é, eu sei. Em anos de experiência em comunicação, as questões da Comunicação Interna sempre foram uma das principais dores que vi nos negócios. E é por isso que esse é o tema dos posts gêmeos meu e da minha sócia, Rizzo Miranda – quando publicamos dois conteúdos sobre o mesmo assunto para você ter reflexões em dobro. Aqui, vou falar um pouco do nosso jeito bowler de organizar a Comunicação Interna, no post dela, você vai conhecer algumas tendências para potencializar os resultados.

É sempre bom reforçar que a Comunicação Interna é fundamental para os negócios, além de ser um fator que humaniza e aproxima, ajuda a consolidar a identidade da marca.

Mas, para funcionar bem, a palavra-chave é "ordem”, também conhecida como governança. É essencial ter organização de ponta a ponta em todos os processos, do pedido de demanda à mensuração. Alguns passos importantes:

1. Criar uma matriz geral de temas prioritários com claro impacto no negócio.

2. Desenhar uma matriz metodológica para definir escalas de importância nos seguintes eixos: conteúdo x plataforma x formato x público.

3. Ter uma governança documentada.

4. Trabalhar com briefing assertivo, daqueles bem detalhados.

E, como mencionei, vale a pena conhecer as tendências para melhorar a Comunicação Interna da sua empresa. Veja algumas no post da Rizzo Miranda.

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Tendências em Comunicação Interna

Tendências em Comunicação Interna

Por Rizzo Miranda

Quem trabalha com comunicação sabe que, em muitas empresas, a Comunicação Interna é aquele assunto que dá frio na espinha. O RH que o diga. Não foi à toa que eu e minha sócia, Maria Claudia Bacci, resolvemos compartilhar algumas visões que temos sobre o tema nesta nova rodada dos nossos posts duplos.

No perfil dela, a Maria Claudia falou, em linhas gerais, sobre a metodologia bowler para organizar essa área. E aqui, vou trazer algumas tendências que vale a pena ficar de olho e colocar em prática para potencializar a Comunicação Interna.

Começo com alguns dados de uma pesquisa realizada neste ano pela Aberje, apontando os principais desafios da área e que podem refletir sua realidade. Olha só!

- 64% das empresas afirmam que o maior desafio da comunicação interna é engajar lideranças como comunicadores.
- 49% acham difícil comunicar estratégia e cultura.
- 46% têm problemas em fazer a comunicação chegar aos públicos operacionais.
- 43% têm problemas em gerenciar o excesso de informação no negócio.

Você pode encontrar algumas soluções seguindo os pontos que a Maria Claudia colocou na publicação dela. E há também algumas tendências que podem melhorar os resultados, como:

💡Personalização da comunicação com a equipe para potencializar a transparência e autenticidade, garantindo que cada membro se sinta valorizado e compreendido.
💡 Utilização de colaboradores influenciadores como porta-vozes de determinados temas.
💡 Conteúdos interativos para promover a participação ativa do time, com mais engajamento, identificação, compreensão e retenção de informações.
💡 Fortalecimento da comunicação entre equipe e lideranças, apostando em reuniões one-a-one, lives e encontros.
💡 Capacitação em comunicação para gestores.

Agora, tem uma que vale 5 estrelas! Uma regra de ouro: tenha uma escuta atenta, acolhedora e de bom senso sobre as pessoas.

Sua empresa já segue algumas dessas tendências? Você tem algum outro caminho que ache interessante para essa área? Me conta nos comentários.

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Gestão de Crise: O que fazer quando ela surgir

Gestão de Crise: O que fazer quando ela surgir

Por Rizzo Miranda

Surgiu ou está surgindo uma crise por aí? Se você já conferiu os pontos essenciais que a Maria Claudia Bacci mencionou no post dela, saiba que isso já é um bom começo para mitigá-la. Ah! Não sabe quais são esses pontos? É só ler o post da minha sócia.

Como ela mencionou por lá, o tema desta rodada dos nossos posts gêmeos - série de publicações em que uma complementa a outra em um assunto e você tem informações em dobro - é gestão de crise reputacional. No post dela, Maria Claudia falou sobre como se preparar para uma possível crise e aqui eu falarei sobre o que fazer quando o problema surgir. Vamos lá?!

Crises são o combustível mais feroz da comunicação e devoradores vorazes de reputações. Mas temos um jeito para atravessar esse problema. Sem a pretensão de esgotar o tema aqui, claro.

1. Mantenha a calma e avalie a situação olhando muito para os dados. Neste momento, todas as informações que você tiver poderão fazer a diferença. Isso inclui dados do monitoramento das redes com alcance, engajamento, polarização etc.

2. Coloque em prática o plano de comunicação de crise, focando em quais mensagens serão comunicadas, como e quando. É fundamental priorizar a comunicação, transparência e respeito com os stakeholders.

3. Tão importante quanto saber o que comunicar é manter uma comunicação frequente e, se possível, proativa. E com porta-voz bem definido.

4. Uma crise sempre impacta pessoas, por isso é indispensável ter empatia. Além disso, se possível, ofereça algum tipo de suporte.

5. Continue monitorando e faça os ajustes necessários no plano de comunicação conforme a crise se desenrola.

Quando tudo passar, fica uma lição valiosa: o que a empresa aprendeu com a crise? O que deu certo e o que poderia ter sido feito melhor? E trabalhe o SEO!

Essas informações serão essenciais para melhorar a comunicação como um todo e representam uma rica experiência para uma possível próxima crise.

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Gestão de Crise: Como se preparar

Gestão de Crise: Como se preparar

Por Maria Claudia Bacci

Se há um tema em que eu e a Rizzo Miranda, minha sócia, temos tido experiência ao longo dos anos, é gestão de crise. Já fizemos de tudo: Copa do Mundo, crise de segurança pública - reconhecida por um Leão em Cannes -, passando por cancelamento de marcas e grandes acidentes de impacto na sociedade.

Competência para gestão de crise requer tempo de estrada e, em mais de 30 anos, tiramos alguns aprendizados que valem compartilhar!

Sobre isso preparei este post gêmeo com a Rizzo Miranda em que eu falo um pouco aqui e ela complementa em outro post lá no perfil dela. Vou contar o que deve ser feito ANTES da crise, enquanto a Rizzo abordará o que é necessário fazer assim que ela surgir.

Como crise não marca horário e não manda um invite, precisamos estar prontos, caso surja:

1. Mapear antecipadamente as potenciais crises, seus graus de criticidade, e estar preparado para cada uma delas.

2. Investir em um manual de crise customizado que especifique processo e governança para as crises mapeadas.

3. Pré-definir seu arsenal para agir. Por exemplo, ter "na manga" porta-vozes, ferramentas e canais, assim como um fluxo que realimente as decisões a partir dos desdobramentos. E, ainda, como interagir com a mídia, influenciadores, público interno e demais stakeholders.

4. Preparar a comunicação para lidar com a mídia e demais públicos de forma alinhada e coerente. Para proteger a reputação de uma marca, é fundamental saber se comunicar em diferentes momentos e por diferentes canais.

3. Monitorar e analisar as redes sociais e outros canais de comunicação para identificar e responder rapidamente aos eventuais desdobramentos.

Um ponto muito importante é que as crises estão cada vez mais surgindo dos chamados whistleblowers, os denunciantes. 28,8% das crises nascem de quem está mais próximo à marca (pesquisa Institute Crises Management 2023), então é crucial, por exemplo, olhar para a comunicação interna com a mesma atenção que se dá à comunicação externa.

Vai lá agora no post da Rizzo para ver como dar os primeiros passos.

E me conta nos comentários o que você acha que mais tem gerado crise nas empresas?

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O Caminho para evitar o retrabalho está no que a gente faz

O Caminho para evitar o retrabalho está no que a gente faz

Por Maria Claudia Bacci

Entre 15% e 40%: esse é o percentual assustador do tempo gasto em retrabalho nas agências, de acordo com o COR Report 2024.

Os impactos possíveis? Desgaste na relação agência/cliente, tempo e custo acima do orçado e, o mais crítico, qualidade aquém do esperado.

O mais intrigante disso tudo é que o caminho para a mudança está exatamente no que nós fazemos: comunicação.

Alinhar objetivo e expectativa previamente demanda um tempo que precisa ser investido. Não à toa, valorizamos cada segundo das reuniões de briefing e de onboarding. Fazemos muitas perguntas, somos provocativos e chegamos juntos às respostas. Afinal, um dos modos da bowler de agir é "construir em conjunto". Pode parecer detalhe, mas antes de começar um projeto, somos minuciosos e investimos tempo em cada etapa do processo. E documentamos tudo, isso também é comunicação.

Parece óbvio, mas é exatamente por ser óbvio que muitas vezes não há a atenção necessária e o resultado entra em estáticas negativas, como a do início desse texto.

Aquela máxima de que "tudo comunica" também se aplica aos processos do dia a dia, que fazem a engrenagem girar. Também chamado, por aqui, de 'gestão de detalhes'.


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Desacelerar não é sinônimo de se alienar

Desacelerar não é sinônimo de se alienar

Por Rizzo Miranda

Diante de tragédias, transformações rápidas e urgências no mundo, é comum que cada vez mais pessoas - e aqui me incluo - queiram ir um pouco mais devagar na correria do dia a dia. Mas veja bem, ir um pouco mais devagar não significa deixar de se ater e se preocupar com as questões globais e mesmo aquelas que estão ali, do lado da sua bolha, desde que ela seja transparente. Com seus prós e contras.

E isso não sou eu quem está dizendo, mas sim os curadores da 10ª edição do relatório "The Future 100", que apontou que esse comportamento é comum nas populações da Argentina, Brasil, China, Colômbia, França, Índia, México, Reino Unido e Estados Unidos. Entre os temas que mais preocupam os consumidores estão o custo de vida, mudanças climáticas e proteção do planeta, violência e crime, além de questões exclusivamente de saúde como estresse, doenças mentais e efeitos da poluição.

Como profissional da área de comunicação, deixo essa luz acesa para meus colegas e também para as marcas: é cada vez mais necessário que as empresas observem (e sigam!) o comportamento das pessoas e se engajem genuinamente com causas sociais, ambientais etc. Fechar os olhos para essas questões ou, pior ainda, tentar desconversar, não é um caminho esperado mais... Os consumidores estão cada vez mais preocupados e querem ver as marcas agindo diante das responsabilidades que têm em diversas questões.

Como consumidora, reforço a mensagem anterior e digo que sim, estou atenta e me interesso mais pelas empresas que sabem de suas responsabilidades. E quando digo responsabilidades, refiro-me a olhar para os impactos negativos que suas atividades geram e se esforçar para mitigá-los e virar o jogo.

Nunca nos foi exigido tanto ao mesmo tempo, mas - como gosto de dizer - para hackear o sistema é preciso se colocar no centro da questão e, com consciência, observar toda a situação e pensar nos caminhos para transformá-la.

Como você tem percebido esse movimento por aí?

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O que não funciona para Thought Leadership.

O que não funciona para Thought Leadership.

Por Rizzo Miranda

A Maria Claudia Bacci em seu post de hoje deu o "caminho das pedras" para o tema de Thought Leadership. Se você leu, com certeza já entendeu isso. Vou complementar a linha de raciocínio dela e você fica com informações e reflexões mais amplas. 😉


O Thought Leadership é uma estratégia para alinhar a conversa dos C-levels com a da marca. E, como Maria Claudia bem disse no post dela, destacando o que funciona, esse tipo de comunicação tem sido cada dia mais importante, pois, mais do que saber sobre as empresas, as pessoas querem conhecer quem está por trás delas.

Aqui vou contar cinco coisas que NÃO funcionam para a comunicação de executivos e que devem ser evitadas para que a estratégia não tome um rumo contrário e acabe até por gerar uma crise. Vamos lá?

1 - Posts genéricos que se encaixariam no perfil de qualquer pessoa, ou aqueles que parecem mais anúncios ou autopromoção sem valor informativo diferenciado. Conteúdo que vai fazer diferença no conhecimento de alguém.

2 - Conteúdos sobre temas polêmicos sem aderência à liberdade de expressão. Eles podem ser mal interpretados e gerar danos na reputação profissional do(a) executivo(a).

3 - Linguagem técnica em excesso que pode distanciar parte da audiência que não está familiarizada com os termos usados.

4 - Conteúdo desatualizado ou que não esteja alinhado com as tendências atuais podem gerar uma percepção negativa de que o(a) C-level não está atento(a) ao cenário atual.

5 - Não responder aos comentários ou não interagir com os seguidores, que, além de afetar o engajamento, também pode passar a imagem de “pessoa distante” do público.

Assim como acontece com as marcas, cada passo dado tem que ser pensado e analisado, pois mais do que colocar em xeque a reputação pessoal do(a) executivo(a), está envolvida também a imagem da marca que ele(a) atua.
Finalizando, queria deixar o alerta: esse tema deve ser planejamento e executado por profissionais. Na bowler consideramos TL parte fundamental do NewPR.

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O que funciona para Thought Leadership

O que funciona para Thought Leadership

Por Maria Claudia Bacci

Lembra do post gêmeo que fiz com minha sócia Rizzo Miranda? Este é mais um da série. O meu conteúdo complementa o dela e vice-versa!

Dessa vez, aqui e também no post dela, falaremos sobre Thought Leadership, já que os perfis de c-levels passaram a ser parte integrante das marcas, como canal e conteúdo qualificado.

Com a experiência para dezenas de executivos de diversos setores, trago cinco pontos que, pela nossa vivência aqui na bowler, tem funcionado. Olha só!

No meu post vou falar sobre o que dá certo, já a Rizzo sobre o que evitar.

1 - Encontrar o melhor match entre o executivo e a marca. Achar o ponto de conexão entre ambos para criar conteúdos autênticos que tragam o olhar pessoal do(a) executivo(a), mas com o que a marca precisa comunicar

2 - Ter uma linha editorial clara, assim como uma marca faz; para ser estratégico e equilibrar o peso dos temas trabalhados

3 - Trazer insights que tragam mais a personalidade e traduzir isso em conteúdo, desde que faça sentido para a estratégia corporativa

4 - Não esquecer do visual. Sempre trabalhar com fotos e vídeos, gráficos informativos que ajudem a entregar a essência do conteúdo por meio de imagens

5 - Se fazer presente. Assim como é importante ter constância nas publicações, é essencial responder e incentivar as interações, já que o intuito também é gerar aproximação da marca, por meio do c-level, com os diferentes públicos.

Cada vez mais as pessoas passam a acompanhar o perfil de executivos como uma forma de conhecer mais sobre uma empresa. As redes de uma liderança funcionam como um double check para os canais oficiais dos negócios, por isso é indispensável que toda essa comunicação esteja alinhada. E se você quer saber o que não funciona corre lá no post da Rizzo Miranda.

Agora me conta aqui quais executivos (as) você gosta de acompanhar.

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Diálogo Entre Gerações no Mercado de Trabalho

Diálogo Entre Gerações no Mercado de Trabalho

Por Maria Claudia Bacci

Um cenário de distância e silêncio nas organizações afeta a Comunidade Interna: as diferentes gerações não têm se comunicado 😱

Com cinco diferentes gerações atuantes no mercado de trabalho, os desafios da Comunicação Interna vão muito além da troca entre empresa e colaborador.

Pesquisa recente do LinkedIn mostra que uma em cada cinco pessoas da GenZ não falou com ninguém da sua empresa com mais de 50 anos no último ano, e cerca de 40% dos funcionários com mais de 55 anos não tiveram nenhuma conversa com um(a) colega da Geração Z. Dados assustadores!

E sabe o que chama mais atenção nesse estudo? Que os mais jovens até sabem do valor dessa troca, mas esperam que ela seja promovida pela empresa.

Se você está com essa questão de comunicação interna por aí, eu diria que o primeiro passo é movimentar as lideranças para promoverem, incentivarem e PARTICIPAREM dessas conversas intergeracionais.

Inspirada em algumas dicas que li no “The Shift”, da minha querida amiga Cristina De Luca deixo aqui algumas perguntas que podem dar caminhos para mudar esse ambiente de isolamento:

1- Quais são os padrões de comunicação de cada geração e que impacto têm gerado?

2- Sua empresa promove ações e encontros intergeracionais que valorizam as experiências e conhecimentos de cada uma?

3- As tecnologias usadas no trabalho facilitam a comunicação entre elas?

4- Existem projetos em que pessoas de diferentes gerações colaboram?

Como mostra a tirinha, ser a tecla “SAP” entre as gerações é um papel importante da Comunicação Interna para promover o engajamento, o propósito comum e criar mais oportunidade de aprendizagem para todas as pessoas.

Tem alguma dica boa que pode ajudar na comunicação entre gerações? Me conta nos comentários.

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