Na constante busca pela atenção, gerar identificação e conexão é precioso, tornando a autenticidade o novo ouro da Era Digital.
De iniciativas criativas a narrativas impactantes, o ato de ser autêntico faz parte das práticas essenciais para navegar no horizonte da mudança, como apontamos na Carta Bowler.
E falar de autenticidade é falar de pessoas. Por isso, estendemos nossa conversa para Karina Meyer, Diretora Executiva de Marketing da VR, que aborda a importância de as marcas terem um propósito claro, serem fiéis ao posicionamento e humanizarem a comunicação.
Confira a entrevista completa:
B: Em tempos de fake news e IA, como a confiança se conecta com os desafios e oportunidades da comunicação, considerando o crescente predomínio do digital sobre o contato humano?
K: Acredito que, em um contexto tão desafiador como este, as marcas passam a ter um papel estratégico na comunicação, trabalhando ativamente conteúdos que combatam a desinformação. A autenticidade é fundamental, e esses conteúdos devem estar atrelados a territórios de relevância para a marca, podendo, assim, torná-las especialistas e/ou autoridades no assunto abordado.
Esse posicionamento, muitas vezes, dependendo do tópico, é evitado pelas empresas, que acreditam que um posicionamento pode ser interpretado como uma posição política e, consequentemente, partidária, o que nem sempre é verdade. Assim, as marcas perdem a oportunidade de serem um suporte de credibilidade para seus consumidores e de usarem suas comunidades para esclarecer fatos ou combater o que é fake.
Ter a coragem de assumir essa posição é um caminho para fortalecer o engajamento e as relações de confiança com sua base de consumidores. O desafio vai além da discussão tecnológica; ele é sobre o papel social que as marcas podem e devem assumir, de forma ética e transparente.
B: Em um mundo de mensagens "pasteurizadas", quais os maiores desafios para se comunicar com autenticidade?
K: Na busca pelo próximo "like" ou na fuga do cancelamento, somente a autenticidade nos salvará. Ter um propósito claro, ser fiel ao seu posicionamento e humanizar a comunicação é o que manterá as marcas vivas e relevantes ao longo do tempo.
No contexto atual, é impossível não errar e, se estivermos 100% focados em não cometer erros, teremos marcas cada vez menos corajosas e perderemos a oportunidade de fazer parte, de fato, da vida das pessoas. A tecnologia pode nos ajudar cada vez mais a identificar nosso público, suas diferentes personas e seus comportamentos. Dentro de uma linguagem consistente de marca, podemos adaptar a mensagem de forma autêntica e genuína para entrar nas melhores conversas de um jeito que só aquela empresa poderia fazer. Não precisamos estar em todas as conversas ou falar sobre todos os assuntos, mas devemos escolher como, quando e onde estar, e alinhar isso a um propósito maior é o que nos diferenciará dessa pasteurização.
No #jeitobowler, a verdadeira força das marcas reside na capacidade de construir pontes humanas em um mundo cada vez mais digital. Ao priorizar o cuidado nas relações, o engajamento autêntico, a importância da diversidade e a comunicação transparente, as empresas podem criar um ambiente de confiança e bem-estar para seus públicos. Acreditamos que a valorização genuína das pessoas é o pilar para a construção de relacionamentos duradouros e significativos.