Enquanto alguns fazem contagem regressiva para a temporada das festas juninas, outros enfrentam o medo de "perder o controle" diante de mesas fartas de canjica, pamonha e pé-de-moleque. 

Alimentos típicos desta época, como o milho e o amendoim, são frequentemente injustiçados. O milho é uma excelente fonte de fibras e antioxidantes que auxiliam na saúde intestinal. Já o amendoim é rico em gorduras boas e magnésio, mineral essencial para manter a energia celular e a clareza mental. 

O que transforma esses ingredientes em desafios para a saúde não é a sua natureza, mas o excesso de açúcares refinados presentes nas receitas festivas. 

Então, o convite é o equilíbrio: aproveitar as festas sem culpa e sem abrir mão do bem-estar. 

 

Pequeno manual para vivenciar a melhor experiência 

Não tente comer tudo o que vê pela frente. Identifique quais são as 2 ou 3 comidas que realmente fazem você sorrir e foque nelas. Quando você escolhe com intenção, o cérebro registra a saciedade com muito mais eficiência do que quando você "belisca" tudo de forma automática. 

Sente para saborear. Em festas, é comum comermos em pé, conversando e sem prestar atenção e isso confunde os sinais de saciedade do corpo. Sente para comer, apreciando a textura e o aroma dos pratos. Lembre-se: o cérebro demora cerca de 20 minutos para entender que você está satisfeito. 

Hidrate-se!  Entre um copo de quentão e outro, ou após os doces típicos, beba água. O álcool e o excesso de açúcar desidratam o organismo, o que gera fadiga e "névoa mental" no dia seguinte. Manter o corpo hidratado ajuda a modular a resposta insulínica e mantém o humor estável. 

Evite a ressaca moral. Se você exagerou, não caia no ciclo da culpa. A culpa ativa o modo de "luta ou fuga" do sistema nervoso, o que pode levar a novos episódios de compulsão. Apenas reconheça, respire fundo e volte ao seu ritmo natural de movimentos e nutrição no dia seguinte.