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Quinze|em|10  -  edição 10/out

Quinze|em|10 - edição 10/out

Quinze|em|10 é a curadoria de marketing, comunicação e inovação da Bowler. Os melhores conteúdos da quinzena para ler em apenas 10 minutos. Para recebê-la em seu e-mail, inscreva-se aqui.

EDIÇÃO DE 10 DE OUTUBRO DE 2018


COMUNICAÇÃO E MARKETING
NOVIDADES, CASES E LEITURAS DE INTERESSE

Bug no Google+ expôs os dados pessoais de cerca de 500.000 pessoas.(em inglês)

Facebook anunciou nova ferramenta: o Portal do Cidadão é uma possibilidade da sociedade conhecer e fiscalizar políticos brasileiros.

Allan Thygesen, presidente do Google para as Américas, explica como o funil de marketing está sendo transformado. 


REALIDADE DIGITAL-FIRST
INOVAÇÃO, NEGÓCIOS E TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

LinkedIn adquire a Glint, uma startup que fornece serviços de contratação de empregos para empresas e outras organizações.(em inglês)

A Brex, empresa de cartão de crédito criada por brasileiros, alcança o valor de US$ 1 bilhão.

Chinesa Tencent investe no Nubank e avalia empresa em US$ 4 bilhões.


DE OLHO NO AMANHÃ
TECNOLOGIA E DISRUPÇÃO POR UM MUNDO MELHOR

Primeiro trem de passageiros movido a hidrogênio do mundo agora está em serviço.(em inglês)

Google Assistente pode pedir Uber por meio de comando de voz.



Growth who? Entenda como o Growth Hacking pode ajudar sua estratégia de marketing.

Growth who? Entenda como o Growth Hacking pode ajudar sua estratégia de marketing.

A concorrência acirrada e a infinidade de produtos e serviços à disposição dos clientes tornam-se desafios para as empresas alavancarem o crescimento. E é ainda mais complicado no caso das startups, que começam com orçamento apertado. Mas, além do marketing tradicional, há uma maneira de buscar resultados positivos. É o Growth Hacking.

O termo Growth Hacker surgiu em 2010 e foi criado por Sean Ellis, ex-líder de Growth do Dropbox (compartilhamento de arquivos na nuvem) e do LogMeIn (software de acesso remoto). Segundo ele, Growth Hacking é marketing orientado a experimentos.

É preciso deixar claro que ele não substitui o marketing, mas é um recurso complementar para se pensar em crescimento rápido e sustentável de clientes e receitas, com uma abordagem mais ágil e cruzada.

ANÁLISE RIGOROSA COM ZERO ACHISMO

Para aplicá-lo é preciso entender a fundo o consumidor e sua jornada de compra, ser bastante curioso, experimentar ideias ligadas aos objetivos do negócio e monitorar a operação e os resultados. É baseado em métricas e análise de dados. Não tem nada de achismo ou intuição.

Tudo começa com a realização de um brainstorm com equipe multidisciplinar para entender qual problema deve ser solucionado e identificar, inicialmente, as ideias mais simples e de baixo custo, para somente depois partir para as mais complexas.

Ao fazer experimentos como, por exemplo, mudar o lugar do CTA (Call-to-action), o título da landing page ou reduzir os itens de formulários já se pode alcançar um resultado interessante. Mas, evidentemente, é preciso replicar o que se conseguiu em macro escala para o volume ser expressivo. Só que nem todas as ideias dão certo. Mesmo assim, a partir dessa análise podem surgir novas formas de melhorias para colocar na prática e testar.

VALEM ALGUMAS DICAS

  • Ao utilizar ‘Data’ é possível melhorar o engajamento do cliente.
  • Utilize os recursos já disponíveis para obter um impacto máximo.
  • Aproveite a tecnologia (há várias ferramentas disponíveis)
  • Um conjunto de pequenos experimentos que dão certo, garantem crescimentos relevantes.

CASES DE SUCESSO

Um dos grandes cases de sucesso é o AirBnB. Para crescer rapidamente, eles utilizaram os anúncios de imóveis do Craigslist, site de classificados semelhante às Páginas Amarelas, e divulgavam a nova rede para que as pessoas também anunciassem na plataforma deles. Dessa maneira, conseguiram rapidamente atrair milhares de usuários e ‘viralizaram’.

Outro bom exemplo é o Dropbox. A startup estava com um CAC (Custo de aquisição de clientes) muito alto e, para impulsionar o negócio, decidiu oferecer mais 500 MB de armazenamento para quem convidasse um amigo que fizesse a assinatura do serviço. Incentivos ao cliente costumam funcionar.

Já o Convertkit, plataforma de e-mail marketing para empresas de produtos digitais, mudou o posicionamento, salvando a empresa. Decidiram, ao invés de focar em autores/escritores, segmentar o público em blogueiros profissionais. Com isso, a receita mensal passou de US$ 5.000 em 2015 para mais de US$ 700.000 este ano.

Fontes: Resultados Digitais, Marketing de Conteúdo e Growthhackers.com

Digital-first News #6

Digital-first News #6

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CEO, cuidado: na realidade digital-first o consumidor quer a sua cadeira
 
 
 
Artigo da Bowler publicado no portal ProXXima

Entenda a realidade digital-first e como ela está obrigando marcas e empresas a se transformarem (para melhor!).

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Afinal, por que os Spectacles da Snap sao especiais?
Mas afinal, por que os Spectacles da Snap são tão especiais?
 

O portal The Information analisa o lançamento da Snap, que promete apelar para a simplicidade e reinventar os hábitos de compartilhamento de vídeos.
(em inglês)
 
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6 grandes licoes que o mkt b2b pode tirar do b2c
6 grandes lições que o marketing B2B pode tirar das práticas B2C
 
Fatores como estética e personalidade de marca, serviço de atendimento diferenciado e oferta de conteúdo abundante vêm se tornando default também no B2B. (em inglês)
 
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Como falar com cada geracao nas redes sociais?
[INFOGRÁFICO] Como falar com cada geração nas redes sociais?
 
Conheça estatísticas das redes que permitem alcançar insights sobre a comunicação com cada uma das diferentes gerações(em inglês)

 
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24 previsoes para social media em 2017
24 previsões para o marketing em social media em 2017
 
O site Social Media Today apresenta uma série de previsões e tendências para cada uma das grandes redes sociais. (em inglês)

 
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Nasce o Imperalismo da Informacao
O nascimento do "Imperalismo da Informação"
 
Uma profunda análise sobre o papel da tecnologia para a consolidação de um mundo de comunicação aberta e livre, mas que passa a ameaçar a diversidade de informação. (em inglês)
 
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Ja ouviu falar de employee advocacy?
Já ouviu falar de Employee Advocacy?
 
Com os canais de marketing cada vez mais fragmentados, as marcas redescobrem o relacionamento com os funcionários para ecoarem as mensagens. (em inglês)
 
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CMO: Digital não é apenas um canal de comunicação

CMO: Digital não é apenas um canal de comunicação

Artigo da sócia da Bowler, Maria Claudia Bacci, publicado originalmente no Meio&Mensagem em 20/07/2016.

O diretor de marketing e comunicação é o novo agente transformador das empresas. E mais do que opinar, ele deve influenciar as decisões.

Foi-se o tempo em que o diretor de marketing e comunicação via o meio digital como mais uma mídia, mais um canal de relacionamento. Os que ainda não passaram desse estágio provavelmente estão limitados dentro de suas organizações. O digital agora é um novo indutor de negócios e não de políticas de comunicação. É o que chamamos dedigital-first business. O diretor de marketing e comunicação é o novo agente transformador das empresas. É quem conhece as novas aplicações, pensa e induz a mudança.

O job description mudou para melhor. Pode ser que ninguém tenha dado formalmente o novo descritivo do papel do diretor de marketing dentro da empresa, mas, na prática, no dia-a-dia, isso mudou muito. Nos Estados Unidos já antecipa para o próximo ano um budget para o CMO que supera o do CIO. Isso porque se espera hoje uma contribuição maior do pessoal do marketing e da comunicação do que a área de TI.

É o CMO quem pode se meter (sim, muitas vezes é se meter, até porque seu novo papel não foi percebido por muitos) e mudar o curso das coisas. Isso porque ele tem conhecimento em SEO (search engine optimization), redes sociais, tecnologia aplicada a negócios, internet das coisas, realidade aumentada e virtual, etc. Ele deve sair da sala de reuniões e ir até a sala do CEO. E mais do que opinar, ele deve influenciar as decisões a partir de uma perspectiva calcada no entendimento do digital como indutor de transformação.

Jogando a seu favor, ele tem a visão do todo, de toda a cadeia, conhece e está antenado às novas tecnologias e suas aplicações. Sabe fazer de maneira mais leve e ágil a decodificação do “novo” de forma prática e numa linguagem que influenciará não só o ponto de contato com o cliente, mas também o principal item do ativo: a marca. Uma nova mentalidade digital cria um novo valor para os negócios. Cria um grupo de executivos e times que pensam para frente, pensam em inovação e na transformação da empresa pelo novo ambiente digital.

Isso é o digital-first business sendo exercitado em todas as áreas das empresas. O “business” aqui deve ser compreendido como todo processo que pode ser transformado pelo digital, e que levará a empresa a outro patamar de exposição da sua marca junto aos seus stakeholders.

Comece hoje, pois amanhã já será tarde.

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Pokémon, Snapchat e o futuro da realidade aumentada

Pokémon, Snapchat e o futuro da realidade aumentada

Você provavelmente já ouviu falar sobre realidade aumentada. Mas, prepare-se: esse termo, já conhecido dos profissionais de marketing, começa a se popularizar de forma discreta em aplicações que fazem parte das vidas de uma parcela importante da população. 

Para resumir em um ‘tweet’, realidade aumentada [wiki] é a tecnologia que permite criar uma camada de interação digital sobreposta ao nosso mundo real. Os óculos hi-tech que reconhecem pessoas e objetos e trazem informações da internet sobre eles em tempo real, como esboçou o Google Glass, são um exemplo. As demais gigantes Apple, Microsoft e Facebook também investem pesado para liderarem a corrida desse mercado. Mas, por enquanto, é a simplicidade que está abrindo espaço para a tecnologia crescer.

O Snapchat, por exemplo, criou o Snapchat Lenses (hoje um dos recursos mais populares) e apresentou para uma geração conectada, engajada e exigente uma brincadeira que adota alguns dos princípios da realidade aumentada. De um dia para outro, essas pessoas conheceram e gostaram de um jeito diferente de interação entre tela e realidade. Esse foi só o começo dessa interação. Especula-se que o Snapchat esteja desenvolvendo um concorrente do Google Glass.

O mais expressivo salto para a popularização da realidade aumentada, no entanto, está vindo do recente blockbuster da Nintendo, o Pokémon Go. A narrativa é simples: encontrar, capturar e treinar monstros para estabelecer batalhas. O que mudou é que, nessa jornada, os usuários passaram a usar os recursos que já estavam em seus smartphones (câmera, GPS, internet etc.) para conectar o mundo real à mitologia Pokémon, tratando a nossa realidade como o mapa do próprio jogo.

Seja você um Poké-fã ou totalmente alheio à onda de nostalgia, é certo que este nome passou em sua timeline dezenas de vezes somente esta semana. E não é à toa: Pokémon Go, em tão pouco tempo, já está instalado em mais dispositivos Android do que o Tinder, e esbarra no Twitter, como relata o portal ProXXima. Os usuários vêm passando mais tempo navegando na aventura do que no Whatsapp, Instagram ou Messenger. Ainda que tenha muitas críticas do ponto de vista tecnológico, o jogo já é visto como um experimento social, e não somente um game, pela quantidade e qualidade de dados de comportamento que permite coletar.

O mais importante ganho das empreitadas de Snapchat e Nintendo na realidade aumentada, no entanto, não está no legado tecnológico que estão construindo, mas na legião de pessoas que estão sendo apresentadas a essa nova tecnologia de forma silenciosa e gradual, adquirindo conhecimento e familiaridade.

Na realidade digital-first, em que o cidadão comum conquistou o poder de orientar o mercado, os consumidores bem informados passam a ser os principais propulsores da evolução. A pressão pela inovação deixa de estar restrita às disputas de pipeline entre os concorrentes ou ao desejo dos acionistas de liderar no que é novo. Quando a tecnologia ganha holofote e traz o usuário para a equação, os desafios deixam de ser teóricos e passam para a prática. A barra sobe, a disputa acelera. E que venham os próximos capítulos da realidade aumentada.

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Content marketing ou business content? O futuro da gestão de conteúdos

Content marketing ou business content? O futuro da gestão de conteúdos

As definições de content marketing são numerosas e variadas. Elas falam de um processo de produção e compartilhamento de conteúdo em que o eixo central é, naturalmente, o engajamento com o público, por meio do storytelling e do ‘match’ de afinidades. Poucos falam que o conteúdo não está a serviço do marketing ou da comunicação. Mas um bom conteúdo deve estar a serviço dos objetivos de negócio. Deve contribuir para aumentar a lucratividade a partir dos objetivos esperados.

A primeira coisa que deveria cair por terra nas empresas é a existência de um 'dono' do conteúdo. Em alguns casos quem cuida do conteúdo é a área de marketing, em outros, o departamento de comunicação, por exemplo. Mas, na ponta, não pode haver percepção de fragmentação, já que o pensamento estratégico e a execução de um conteúdo pertencem, na verdade, a toda organização, e não a uma área específica. Pode até ser gerido por um departamento, mas deve levar em consideração a matéria-prima produzida por toda a empresa. A visão deve ser única.

Toda a empresa é produtora de conteúdo. Afinal, tudo que se faz dentro de uma empresa é, ou deveria ser, para um único objetivo de negócio. Reitero: o objetivo de negócio, e não o objetivo de marketing ou de comunicação. Se espera que todos tenham um novo mindset, orientado para o business, e não para o marketing. É o chamado publishing oriented mindset. O mindset é coletivo e não departamentalizado.

Um dos principais desafios, hoje, é a falta de integração na gestão de conteúdo. O pulo do gato passa a ser então o ‘processo de integração’, em que as diversas estruturas pensam em conteúdo sob um mesmo direcionamento. Afinal, uma empresa deve construir sua reputação e imagem com uma só visão. A grande história corporativa a ser contada é uma só, e pertence a todos. O que se espera é uma personalidade de marca única.

Portanto, quando a produção de conteúdo está represada, centralizada ou pulverizada - e não integrada - não se pode afirmar que a empresa faz content marketing. Não de forma completa, abrangente e competente. Até porque o futuro está num passo além, no business content. A nova discussão deve ser que papel o conteúdo cumpre para o negócio, e não que papel as atividades de negócio cumprem para a produção de conteúdo. Pensem nisso.

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Será o diretor de marketing o próximo CEO?

Será o diretor de marketing o próximo CEO?

Em 2017, nos EUA, as áreas de marketing ganharão a maior fatia do bolo do budget, ultrapassando as áreas de TI. Não é à toa. Com a transformação digital provocada pelas novas tecnologias, mudança que formou consumidores mais críticos e ativos, o marketing ganhou relevância e move de forma mais dinâmica a sua peça dentro do tabuleiro do mundo corporativo. Fluxo este que hoje chamamos de digital-first communication.

O novo profissional de marketing conhece melhor o mercado, sua concorrência, seu cliente e a jornada de compra. A esse conhecimento ele está associando novas expertises como plataformas tecnológicas, processos modernos e um novo modus operandi que passa necessariamente pela digitalização, capaz de mudar de forma definitiva a relação e a experiência entre a marca e o consumidor.

Quanto mais o gestor de marketing se apropriar do mundo digital, mais ele será capaz de inovar e reinventar o seu business com base na lógica do consumidor. Nos últimos anos, foi o marketing quem mais se aproximou do empoderado consumidor nas plataformas digitais. A nova ouvidoria - as redes sociais – deixou o marketing exposto, tornando fundamental a necessidade de se reinventar. Foi ele quem largou na frente para se adaptar. Quem melhor entendeu as novas regras do jogo, e que percebeu que o conteúdo e a forma de transmitir informação mudou. Aliás, não se trata mais de transmitir informação, mas de nutrir o consumidor com conteúdos que tenham significado e relevância para a sua vida.

Outro dia um diretor de marketing me dizia que foi ele quem disse ao CEO a importância de implementar IOT (internet of things) nas ferramentas do chão de fábrica, para evitar perdas e roubos. Há pouco tempo, esse tipo de sugestão viria de TI ou do diretor da planta. Por que veio do marketing? Porque ele já despertou e está mais próximo da inovação, do conhecimento das novas tecnologias e das aplicações voltadas para o consumidor e para o desempenho do negócio.

Hoje, minha grande motivação é contribuir para que as marcas repensem o seu business à luz da digitalização, trazendo, de forma evidente, um ganho na experiência do consumidor. Isso é o que mudará a imagem e a reputação da marca, aumentando o valor ao acionista. O digital-first communication estimula uma contribuição efetiva do “novo marketing”, facilitando e impulsionado a transformação para uma nova realidade, onde o marketing tem lugar garantido.

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CMO: comemore seu novo papel com o digital-first communication

CMO: comemore seu novo papel com o digital-first communication

Com o nascimento da bowler surgiu, para nós, uma obsessão: transformar as empresas a partir da contribuição efetiva do marketing e da comunicação. Acreditamos que há um importante catalisador dessa mudança: o pensamento digital, representado por um novo entendimento do modelo das relações internas e externas. O entendimento de que quando existem aplicações vindas do ambiente digital, cria-se um formato mais horizontal, integrado, dinâmico e capaz de provocar mudanças mais disruptivas. Só uma nova mentalidade é capaz de induzir a transformação. É o que chamamos, por aqui, de digital-first communication.

Sabemos que as estruturas de marketing e comunicação são, muitas vezes, vistas e percebidas como áreas-meio. Dizem por aí que não contribuem diretamente para o botton line e têm dificuldade em demonstrar de que forma sua atuação afeta o resultado dos negócios. São pressionadas, questionadas e ficam sem resposta, sem força. E ainda mais expostas nos dias atuais, em que as redes sociais deixam a gestão da marca na vitrine, bem ‘escancarada’. Todo mundo pode ver, julgar e condenar.

Agora, se os diretores de marketing e comunicação compreenderem o potencial do ambiente digital, as suas possibilidades e aplicações para os negócios, ele começa a se deslocar nesse julgamento. Passa a ser ele que, ao ler sobre a internet das coisas, pode recomendar a implementação, por exemplo, de um sensor que evitará roubos e perdas dentro do estoque da companhia. Esse sujeito adquiriu um conhecimento mais amplo, que aliou os fundamentos técnicos de sua formação (marketing, comunicação, publicidade e RP) com noções financeiras (um CMO já incorporou esses skills) e de tecnologia (idem). Seu papel passa a ser mais estratégico, já que seu aporte não é mais somente em comunicação, mas na forma como a companhia se apresenta, faz negócios e é percebida. Gera-se, então, uma nova inteligência em torno do digital e isso afeta o processo, a produção, o produto e tantas outras áreas.

Em algumas empresas a gestão de redes sociais, por exemplo, não é feita apenas pelo marketing, mas monitorada pelas áreas de produto, atendimento ao cliente e até pela logística da empresa. A visão corporativa precisa ser mais integrada, menos compartimentada, o que permite contribuições cruzadas. O gestor de marketing e comunicação que perceber seu novo papel, alicerçado pelo conhecimento técnico do ambiente digital, ‘nadará de braçada’ nesse novo modelo organizacional que, rapidamente, está se formando nas empresas.

Além de uma estratégia digital-first, tenha também uma atitude digital-first. Hoje em dia, ser um profissional de marketing significa colocar a atividade no centro da organização, liderando a tal transformação. Comece agora.

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Diretores de marketing! Saiam da sala de reunião e entrem na do CEO

Diretores de marketing! Saiam da sala de reunião e entrem na do CEO

Eu acredito que as áreas de comunicação e marketing têm um enorme potencial para se tornarem, verdadeiramente, estratégicas dentro das organizações. Em muitas empresas ainda é vista como uma área meio, aquele que apoia, mas que não contribui de forma direta e mensurável para o resultado.

Acho que está faltando visão. Na sala de reuniões a turma do marketing ainda é ouvida como um especialista, como um técnico que entende como comunicar o que os outros executivos constroem para o negócio. Como se ele não pudesse contribuir diretamente.

Alguns conseguem sair dessa posição e entram pra valer no jogo corporativo. A diferença entre esse e daquele sentado na sala de reunião? O que entra na sala do CEO adquiriu um mindset  de negócio, entendeu que o que ele faz não apenas contribui, mas mexe o ponteiro. Acredito que o novo momento da comunicação, propiciado pelas novas (nem tão novas) mídias e plataformas digitais, está aí pra ajudar quem ainda não saiu do lugar.

É uma grande oportunidade, para a comunicação, de ter seu status promovido dentro das empresas. Em tempos de tanta transformação, os meios digitais deixam os gestores de comunicação mais expostos. O que ele faz ou deixa de fazer está visível, público e todos podem olhar e julgar, sem perdão. Isso deve trazer proximidade com o C-level e o CEO. Uma crítica mal resolvida, em tempos de Facebook à céu aberto, expõe o gestor do marketing e comunicação.

E como esse sujeito aproveita essa exposição e entra na do presidente? Um dos caminhos é aproveitar essa exposição para ajudar a transformar a companhia. É preciso entender que os canais que ele gere não são mais do marketing ou da comunicação, mas são parte da gestão de negócios da empresa. São capazes de interferir nos negócios; na criação de produtos, nos processos, na seleção de pessoas e na distribuição. Ele precisa ser, então, o novo indutor. O indutor que mostre, por exemplo, que as redes sociais são, atualmente, um instrumento e um laboratório para diversas áreas da empresa.

Vejo que o marketing e a comunicação estão com tudo para virar o jogo e se tornarem mais relevantes e reconhecidos. Para isso precisam saber o papel que cada iniciativa sua cumpre para o crescimento da empresa, e principalmente criar consciência do seu protagonismo e do seu novo job description. Ser um agente transformador que aja com a naturalidade de quem sabe onde está investindo e que contribui e gera resultado.