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Pokémon, Snapchat e o futuro da realidade aumentada

Pokémon, Snapchat e o futuro da realidade aumentada

Você provavelmente já ouviu falar sobre realidade aumentada. Mas, prepare-se: esse termo, já conhecido dos profissionais de marketing, começa a se popularizar de forma discreta em aplicações que fazem parte das vidas de uma parcela importante da população. 

Para resumir em um ‘tweet’, realidade aumentada [wiki] é a tecnologia que permite criar uma camada de interação digital sobreposta ao nosso mundo real. Os óculos hi-tech que reconhecem pessoas e objetos e trazem informações da internet sobre eles em tempo real, como esboçou o Google Glass, são um exemplo. As demais gigantes Apple, Microsoft e Facebook também investem pesado para liderarem a corrida desse mercado. Mas, por enquanto, é a simplicidade que está abrindo espaço para a tecnologia crescer.

O Snapchat, por exemplo, criou o Snapchat Lenses (hoje um dos recursos mais populares) e apresentou para uma geração conectada, engajada e exigente uma brincadeira que adota alguns dos princípios da realidade aumentada. De um dia para outro, essas pessoas conheceram e gostaram de um jeito diferente de interação entre tela e realidade. Esse foi só o começo dessa interação. Especula-se que o Snapchat esteja desenvolvendo um concorrente do Google Glass.

O mais expressivo salto para a popularização da realidade aumentada, no entanto, está vindo do recente blockbuster da Nintendo, o Pokémon Go. A narrativa é simples: encontrar, capturar e treinar monstros para estabelecer batalhas. O que mudou é que, nessa jornada, os usuários passaram a usar os recursos que já estavam em seus smartphones (câmera, GPS, internet etc.) para conectar o mundo real à mitologia Pokémon, tratando a nossa realidade como o mapa do próprio jogo.

Seja você um Poké-fã ou totalmente alheio à onda de nostalgia, é certo que este nome passou em sua timeline dezenas de vezes somente esta semana. E não é à toa: Pokémon Go, em tão pouco tempo, já está instalado em mais dispositivos Android do que o Tinder, e esbarra no Twitter, como relata o portal ProXXima. Os usuários vêm passando mais tempo navegando na aventura do que no Whatsapp, Instagram ou Messenger. Ainda que tenha muitas críticas do ponto de vista tecnológico, o jogo já é visto como um experimento social, e não somente um game, pela quantidade e qualidade de dados de comportamento que permite coletar.

O mais importante ganho das empreitadas de Snapchat e Nintendo na realidade aumentada, no entanto, não está no legado tecnológico que estão construindo, mas na legião de pessoas que estão sendo apresentadas a essa nova tecnologia de forma silenciosa e gradual, adquirindo conhecimento e familiaridade.

Na realidade digital-first, em que o cidadão comum conquistou o poder de orientar o mercado, os consumidores bem informados passam a ser os principais propulsores da evolução. A pressão pela inovação deixa de estar restrita às disputas de pipeline entre os concorrentes ou ao desejo dos acionistas de liderar no que é novo. Quando a tecnologia ganha holofote e traz o usuário para a equação, os desafios deixam de ser teóricos e passam para a prática. A barra sobe, a disputa acelera. E que venham os próximos capítulos da realidade aumentada.

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