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Chegou a hora da comunicação corporativa abraçar a tecnologia

Chegou a hora da comunicação corporativa abraçar a tecnologia

Artigo da Managing partner da Bowler Maria Claudia Bacci, publicado originalmente na Aberje em 30/06/2017.

Todos os profissionais de comunicação e marketing estão fortemente pressionados pelo novo, transformador e disruptivo. Aliás, não aguentamos mais esses termos que, por vezes, mais nos parecem expressões da moda. Mas no fundo são realidades que nos atormentam e desafiam. No centro desse nervosismo está a tecnologia: milhares de homens e mulheres no Vale do Silício passam o dia pensando em como a tecnologia pode mudar as relações e formatos entre empresas e seus públicos. E a comunicação corporativa? Acompanha esse movimento?

Eu arriscaria dizer que não. Basta olhar a forma como o PR (public relations), em especial, a assessoria de imprensa ainda é feita para afirmar que o modelo está envelhecido. Ainda vemos releases, notas e venda de pautas como eixos centrais de uma estratégia, mesmo que apelidados de nomes mais charmosos. Você já parou para refletir qual o uso de dados que a sua comunicação faz para ser mais assertiva? De que maneira sua empresa usa a tecnologia, não só para medir o alcance da mensagem, mas para também se certificar que ela chegou na hora certa e a quem devia?

E o  desafio que o digital e a tecnologia impõem não se restringe apenas ao uso inteligente de dados e informações. Existe também uma nova mentalidade e novas formas de transmitir a mensagem – seja uma nova tecnologia, uma plataforma diferente, uma mídia inovadora ou um novo tipo de ator que pode contribuir para a estratégia.

Para acompanhar toda essa transformação, a mudança deve começar pelas pessoas, pela mentalidade do gestor e equipe. Será que o time de PR não deve ser também composto por alguém de BI (business intelligence), SEO (search engine optmization), UX (user experience) e um competente designer e criativo? Minha visão é que só com um time multidisciplinar se atingem os novos canais e públicos. Na hora que querem, onde querem, e não na hora em que sai a notícia no veículo.

Com a informação sendo produzida por multicanais e atores, o controle diminuiu e a necessidade de sensibilizar o modus operandi de PR veio à tona. A tecnologia está aí para ser aplicada, e não só observada. O digital vem transformando o conceito de intermediação e levando a comunicação à massificação. Antes a mensagem era emitida em um ambiente privado, para um público e conteúdos restritos, e, ainda previamente aprovados.

Com os novos tempos, a reinvenção do PR deve estar alicerçada em dois pilares. Novas tecnologias (ferramentas, dados e Inteligência) e pessoas (nova cultura, mentalidade e uma pitada de atitude de risco). Essa fórmula é matadora para criar um novo modelo para a comunicação corporativa, um novo ‘chassi’. Fica o convite!

Enquanto PR não abraçar a tecnologia e os efeitos colaterais do digital, os dias estarão contados. Como profissionais de comunicação devemos pensar em como isso tudo nos envolve e como podemos evoluir, nutrir relacionamentos lucrativos entre marcas e audiências e fazer as mensagens alcançarem o canal adequado no timing certo. É o novo PR chegando!

Digital-first News #5

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O seu digital está numa fria? A saga do aquecedor.

O seu digital está numa fria? A saga do aquecedor.

Primeiro, pense em você, na sua imagem. Agora, imagine que alguém quer contratá-lo. É natural supor que essa pessoa vai querer saber mais sobre você no mercado. Faz sentido? Os consumidores agem da mesma forma em relação às marcas. Eles perguntarão e pesquisarão antes de comprar. Não se trata mais de SER encontrado, mas DO QUE será encontrado. Qual imagem da sua marca vão encontrar? Tenho certeza que você já sabia disso. Mas, na prática, muitas marcas ainda se preocupam mais em “aparecer” do que em “como aparecer”.

Estou sempre andando entre gestores de marketing e comunicação e, não raramente, me surpreendo com a sua performance, ou melhor, com a falta de performance da sua marca, nos buscadores e nas redes sociais - os dois principais ambientes de consulta do consumidor atual. Não me refiro apenas a “aparecer”, seja na busca orgânica ou com compra de mídia. Me refiro a “aparecer bem”. Ou seja, bem citado, avaliado e desejado.

Ainda aqui pensando, achei que seria interessante exemplificar esse ponto. Esses dias frios, de temperaturas baixas, são uma oportunidade óbvia para fabricantes venderem mais. O meu primeiro passo é pesquisar no Google. Pois bem, eu pesquisei. Quando digito “aquecedor de ambiente” sou impactada por todo o varejo, Walmart.com, Casas Bahia e Americanas.com. Sabe quantas marcas aparecem na primeira página? Seja de maneira orgânica ou paga? Apenas duas, e ambas com anúncio, nada de forma espontânea.

Pois bem, continuei minha busca entrando nos sites dos varejistas. Lá, achei uma marca de aquecedor com vários modelos. As opiniões dos consumidores nos reviews eram conflitantes, não me passavam 100% de segurança de que o produto era bom. Tentei o Facebook e não encontrei uma presença oficial. Visitei, então, o site da marca, mas não havia nenhum link para rede social. Conclusão: como não sei bem a opinião de outras pessoas sobre o produto, abandonei aquele fabricante.

Observando uma segunda marca, também encontrei polêmica nos reviews dos varejistas. Achei a página dessa marca no Facebook e percorri um mês de posts nessa rede social para ver se encontrava algum post de aquecedor e, por fim, ver a opinião do consumidor. Descubro que, nem nos dias mais frios a marca aproveitou para vender aquecedores. Falha do processo? Da estratégia? Não sei, mas o fato é que a marca ficou quieta nos dias em que o consumidor mais precisava, sem falar de aquecedor.

Como sou teimosa, decidi ler os comentários em posts de outros produtos dessa mesma marca para tentar avaliar, ao menos, a qualidade da marca em si. Ufa! Só encontrei gente falando bem. Ainda um pouco insegura, porque opinião de aquecedor mesmo eu não li, acabei comprando.

Quanta oportunidade perdida. Nos dias atuais não ter a sua marca visível e bem avaliada é perder oportunidades de venda. Muitas vezes, vejo marcas questionando o resultado da sua comunicação digital. Ora, ela só vai funcionar se for bem gerida. Eu, como consumidor, preciso achar, ler e ter a segurança de que farei uma boa compra. Caso contrário, fico vulnerável a um concorrente que faça melhor.

Aqueça o inverno, aqueça a marca e venha para o verdadeiro jogo da comunicação digital. Faça gestão não apenas do alcance da sua marca, mas também da relevância e senso de oportunidade de sua presença digital.

http://www.bowler.com.br