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UX: 4 falhas comuns na gestão da experiência do usuário

UX: 4 falhas comuns na gestão da experiência do usuário

Muitas empresas ainda não se deram conta da real importância da experiência do usuário (user experience, ou UX) para os objetivos do negócio – seja na venda, no relacionamento, na fidelização ou na construção de imagem e reputação.

Essa sigla, que passamos a ver com mais e mais frequência, se refere a tudo que afeta ou interfere no sentimento do usuário ao interagir com uma marca, produto, sistema ou serviço, em qualquer ponto de contato. E engloba vários aspectos: design, usabilidade, tempo de resposta/carregamento, perfil de publicidade, o desenho dos produtos/serviços propriamente ditos, as evidências e pontos físicos de contato e por aí vai.

Na realidade digital-first, os consumidores têm uma quantidade enorme de opções, escolhas e canais. E quem oferecer uma experiência simples, pensando nas expectativas e necessidades deles, alcançará resultados positivos. Foi para isso que surgiram os especialistas em UX.

Aposto que você, enquanto consumidor, não se esquece de experiência ruins, especialmente das mais traumáticas, que geram problemas ou despesas. Às vezes, a interação com a marca transforma-se em fonte de sofrimento e estresse. Quem nunca ficou por horas pendurado no telemarketing para resolver uma questão simples, ou se perdeu na hora de navegar em um site que, a princípio, te interessava? E aquele produto maravilhoso, que chegou na sua casa quebrado porque a embalagem não era suficientemente resistente?

O cliente do nosso mundo digital-first quer se sentir único e respeitado. Se percebe que sua empresa não se importa o suficiente com ele, vai procurar quem se lhe dê a devida atenção. Por isso é fundamental ter um processo contínuo de aprimoramento das experiências dos usuários. Entender exatamente o que os deixa satisfeitos.

Quando pensamos na aplicação e UX para o marketing digital, não temos um bicho de sete cabeças: o consumidor quer estar no controle da navegação, encontrar o que procura de maneira fácil, que a empresa o conheça a ponto de ‘antecipar’ seus desejos, que os processos sejam simples e que as funcionalidades sejam claras. Assim, ele terá experiências completas, prazerosas e ágeis, e vai interagir de maneira mais próxima e duradoura com a marca.

E o que isso gera? Aumento no engajamento, conversão e vendas. Além de ajudar a atrair consumidores, estimula o relacionamento positivo e mantém a base que você já possui. Afinal, custa muito mais caro ganhar novos consumidores do que fidelizar os clientes que você já tem.

No entanto, muitas empresas erram feio e não entendem porque a conversão está caindo, as reclamações aumentando, as vendas baixando, o relacionamento atritando. Vamos listar alguns pontos de atenção:

  • ACHAR QUE SEU CLIENTE PENSA COMO VOCÊ.

Você não é o seu cliente. Então, o que é bom para você, não necessariamente vai ser para ele. É claro que se você é um C-level ou um gerente, sua experiência profissional e intuição podem ajudar na tomada de decisões, mas você não pode se basear só nisso. É preciso recorrer a dados para não se arriscar nos nossos ‘blind spots’. Os consumidores têm necessidades, interesses e maneiras diferentes de navegar e consumir produtos.

  • NÃO SE APROXIMAR DO CLIENTE.

Vá para o outro lado do balcão. Todo líder deveria criar o hábito de interagir com os consumidores frequentemente. Vá ao ponto de venda, faça atendimento no SAC, monitore pessoalmente um processo, pergunte o que eles acham do produto, do tempo de entrega, o que pode melhorar etc. Esse contato com o cliente é fundamental para entender como ele pensa e do que realmente precisa. Assim você consegue detectar onde há atrito e aprimorar os processos.

  • FOCAR SOMENTE NOS ‘CAMINHOS FELIZES’.

Normalmente a experiência do consumidor é criada pensando nos ‘caminhos felizes’, aqueles que levam até a venda de forma descomplicada. Mas o usuário pode estar partindo de uma perspectiva ou necessidade diferente. Se ele já fez uma compra, por exemplo, pode estar buscando realizar um estorno, ou fazer uma reclamação, chegar à ouvidoria e até mesmo cancelar uma assinatura. Não são os ‘caminhos felizes’ que gostamos de focar, mas geralmente essa jornada é tão tortuosa que pode acabar com todo o residual positivo que o consumidor tinha pela marca. A fluidez deve existir para a compra, mas não podemos esquecer das demais tarefas e processos.

  • NÃO PENSAR NOS USUÁRIOS POUCO FAMILIARIZADOS COM A WEB.

Faça pilotos do fluxo de caminhos a percorrer nas diferentes situações e com as diferentes personas em seu site, blog, rede ou app. Existem usuários frequentes, que navegam facilmente na internet, mas também aqueles que ainda são pouco familiarizados com os comportamentos digitais. Pense em todos eles, assim você consegue mapear mais facilmente as dificuldades que qualquer cliente pode enfrentar.

Conseguir a atenção do usuário na internet é uma tarefa que requer planejamento, mas também empatia. Prever o caminho que ele vai trilhar e verificar possíveis pontos fracos. Só assim pode se oferecer um percurso amigável e eficiente, não importa o que ele busque.